
A 38ª edição do Índice do Varejo Stone (IVS) apontou retração de 6% nas vendas do Rio Grande do Sul em fevereiro, na comparação anual. O estado apresentou resultados negativos pela segunda vez em 2026. O estudo, que acompanha mensalmente as movimentações do setor varejista, é uma iniciativa da Stone, principal parceira do empreendedor brasileiro. No recorte regional, sete estados registraram crescimento na comparação anual: o maior avanço foi registrado no Acre (10,8%), seguido por Roraima (4,7%), Amapá (4,1%), Pará (2,4%), Sergipe e Santa Catarina (0,8%) e Pernambuco (0,1%).
Todos os demais estados apresentaram retração nas vendas. O pior resultado foi observado no Amazonas (7,1%), seguido por Espírito Santo (7%), Distrito Federal (6,3%), Minas Gerais (5,5%), Rondônia (5,4%), Bahia (4,5%), Tocantins (4,4%), Paraná e Rio de Janeiro (2,5%), Mato Grosso do Sul (2,3%), Maranhão (2,2%), São Paulo (2%), Ceará (1,5%), Goiás e Paraíba (0,7%), Rio Grande do Norte e Alagoas (0,6%), Mato Grosso (0,4%) e Piauí (0,2%).
Para Guilherme Freitas, os resultados regionais de fevereiro mostram um cenário mais heterogêneo para o varejo brasileiro, com alguns estados apresentando crescimento, mas ainda com quedas relevantes em parte importante do país. “O relatório mostra que, embora alguns estados tenham conseguido registrar avanço nas vendas, o movimento de desaceleração do consumo ainda é predominante. Observamos desempenhos positivos principalmente em parte da região Norte, enquanto estados do Sudeste e do Sul registraram mais retrações intensas. Esse quadro reforça que o ambiente de crédito mais restritivo e o nível elevado de endividamento das famílias continuam limitando o ritmo de recuperação do consumo em diversas regiões do país”, avalia.
DESTAQUES
No recorte mensal, todos os oito segmentos analisados apresentaram retração em fevereiro. A maior queda foi registrada em Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (17,9%), seguida por Combustíveis e Lubrificantes (6,5%), Tecidos, Vestuário e Calçados (5,3%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (3,3%), Móveis e Eletrodomésticos (3,2%), Material de Construção (2,8%), Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (2,3%) e Artigos Farmacêuticos (1,6%).
No comparativo anual, apenas dois dos oito segmentos analisados apresentaram crescimento. A maior alta foi observada em Hipermercados, Supermercados, Produtos Alimentícios, Bebidas e Fumo (2,5%), seguida por Artigos Farmacêuticos (1,7%). Entre os setores com retração, a maior queda foi registrada em Tecidos, Vestuário e Calçados (11,3%), seguida por Móveis e Eletrodomésticos (8,1%), Outros Artigos de Uso Pessoal e Doméstico (5,2%), Livros, Jornais, Revistas e Papelaria (5%), Combustíveis e Lubrificantes (3,9%) e Material de Construção (1,5%).