
Foto : Alina Souza/CP
Promovido pelo Rádio Guaíba, pelo Correio do Povo e pela Associação Médica do Rio Grande do Sul (Amrigs), com apresentação de Taline Oppitz, o último debate para o Senado ocorreu nesta terça-feira (29) em tom de cordialidade entre os candidatos. O evento abre caminho para o debate para o governo do RS que ocorre amanhã, às 13h15, com transmissão da Rádio Guaíba e do Correio do Povo.
O último embate público entre candidatos ao Senado não teve grandes conflitos entre candidaturas rivais. Os postulantes utilizaram os blocos de temas livres para dialogarem com colegas de chapa, em especial no segundo bloco.
Paulo Pimenta (PT) e Manuela D’ávila (Psol) dialogavam entre si. A estratégia foi repetida pelas outras duplas de candidatos, que inlcuem: Marcel Van Hattem (Novo) e Ubiratan Sanderson (PL); Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD); Milton Cardoso (PSDB) e Renato Jaguarão (Cidadania).
O tema mais debatido foi o Supremo Tribunal Federal (STF), tendo sido pautado em primeiro momento por Van Hattem e Sanderson, sendo trazida novamente por Rigotto e Antunes na sequência.
Um dos pontos de tensão ocorreu quando Sanderson comentou que o presidente Lula (PT) simpatiza com facções, sendo interrompido por um membro da audiência adversária, que teria respondido “miliciano é o Bolsonaro”.
Houve também um pedido de resposta concedido para Paulo Pimenta após Milton Cardoso chamar a atenção do petista, dizendo que o oponente defende “bandido”, numa forma de também criticar Lula.
O terceiro bloco deu espaço para apresentaram os posicionamentos sobre Exame Nacional de Proficiência em Medicina (ProfiMed), a partir do questionamento proposto pelo presidente da Amrigs, Gerson Junqueira Jr. De forma objetiva, precisaram responder quem deve ser o responsável pela aplicação da prova: o Conselho Federal de Medicina (CFM) ou o Ministério da Educação (MEC). Os candidatos sinalizaram a escolha na resposta, utilizando o tempo excedente para abordar as próprias bandeiras de campanha no campo da saúde.
O quarto bloco deu indícios de uma mudança de algum embate com os candidatos de outras coligações, ainda que tenha permanecido com tom amistoso entre as candidaturas. A situação fiscal do RS e dívida dos setor agrícola, assuntos constantes e comuns nos debates até aqui, acabaram sendo poucas vezes citadas ao longo das duas horas de debate.
Fonte: João Streb/Correio do Povo

