
O temporal que atingiu Não-Me-Toque, no Norte do Estado, na tarde de segunda-feira deixou ao menos 200 residências atingidas, 30 pessoas desalojadas e provocou interrupções no fornecimento de energia elétrica. Conforme boletim divulgado pela Defesa Civil Estadual na manhã desta terça-feira, a cidade também registrou queda de árvores, entre elas uma que bloqueou parcialmente a avenida Alto Jacuí.
As equipes da prefeitura seguem mobilizadas para atender as famílias afetadas. Um gabinete de crise foi instalado para coordenar as ações, que incluem o levantamento dos danos, distribuição de lonas, desobstrução de vias e assistência aos moradores.
Segundo a administração municipal, cerca de 300 imóveis ainda estavam sem energia elétrica nas primeiras horas desta terça-feira, enquanto equipes da RGE atuavam para restabelecer o serviço. A Defesa Civil orienta que os pedidos de atendimento sejam feitos pelo telefone (54) 99712-6322, com o endereço completo, nome do responsável e descrição da necessidade, para agilizar o encaminhamento das equipes.
A prefeitura também iniciou uma campanha para arrecadar cobertores e roupas de cama, que podem ser entregues na Secretaria Municipal de Assistência Social e Habitação, na rua Fernando Sturm, 172, no Centro.
Em razão dos danos provocados pelo temporal, a Unidade Básica de Saúde (UBS) do bairro Jardim foi fechada temporariamente para avaliação da estrutura. Os atendimentos foram transferidos para a UBS Viau.
A MetSul Meteorologia avalia que os danos observados em Não-Me-Toque são compatíveis com uma microexplosão atmosférica, também conhecida como downburst. O fenômeno ocorre quando uma intensa corrente de ar desce da nuvem em direção ao solo e, ao atingir a superfície, espalha ventos muito fortes em várias direções.
Ainda conforme a MetSul, os danos registrados no município indicam rajadas extremamente intensas, capazes de provocar colapso parcial ou total de edificações. O fenômeno costuma atingir áreas relativamente pequenas, mas pode causar destruição significativa na faixa atingida.
Fonte: Guilherme Sperafico/Correio do Povo


