
Após a suspensão do leilão para a concessão de rodovias estaduais do chamado Bloco 2 por ausência de propostas, o governador Eduardo Leite citou a precificação apertada como um dos motivos relacionados com a falta de interesse de investidores no projeto. O leilão estava previsto para o próximo dia 10 de junho na Bolsa de Valores B3, em São Paulo. Nesta quarta-feira, era esperado que empresas e consórcios apresentassem propostas para a concorrência.
O projeto previa investimentos de R$ 6 bilhões em 409 km nos vales do Taquari, Caí e região Norte do RS. “É preciso entender exatamente a desmotivação de investidores em relação a esse projeto. É importante lembrar que estamos falando em investimentos em regiões que são produtivas. O tamanho do talento dos gaúchos não cabe nessas ‘estradinhas’ que a gente tem”, disse o governador.
Ele também citou o clima político como fator importante para a desmotivação dos investidores, principalmente relacionado com a CPI dos Pedágios, que está em funcionamento na Assembleia Legislativa. A comissão tem atuado, desde o final do ano passado, contrariamente aos processos de concessões de rodovias, com destaque ao bloco 2.
“Uma análise preliminar mostra que os preços estão apertados, não oferecendo margem que motive os investidores. E isso contrapõe justamente o que alguns parlamentares têm insistido em dizer na CPI da ALRS: que os preços estariam maiores e que haveria uma definição de quem seria vencedor”, completou Leite.
De Nova Prata no Alto Vale do Taquari, à Erechim no Norte, passando por cidades como Lajeado e Estrela no Vale do Taquari, a concessão do Bloco 2 abrangerá diversas regiões do Estado. Ao todo, esses municípios representam 17,5% da população do RS, com destaque para a atividade agropecuária e indústrias de transformação.
Fonte: Correio do Povo