
O Índice de Confiança da Construção (ICST) recuou novamente em agosto, desta vez, a queda foi de 1,1 ponto, para 91,6 pontos, menor nível desde maio de 2021 (87,4 pontos). Na média móvel trimestral, o índice retraiu 0,6 ponto. O ciclo de negócios recente, seja no mercado imobiliário ou na infraestrutura, em princípio, garantiria um ano de crescimento robusto para o setor. A informação foi divulgada nesta terça-feira, 26, pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getulio Vargas (FGV\Ibre).
“No entanto, houve piora no indicador de evolução recente da atividade – as assinalações de queda superaram as de crescimento. O pessimismo com a demanda, que também aumentou, está repercutindo na intenção de contratar nos próximos meses. A escassez de mão de obra qualificada permanece como a principal limitação atual dos negócios, o que indica que a atividade se mantém aquecida, no entanto, assinalações de problemas de acesso ao crédito ganharam relevância nos últimos meses. Assim, o resultado da sondagem de agosto sugere que esse cenário de crescimento robusto pode mudar a partir da decisão das empresas de adiar início de obras ou alongar o ciclo produtivo”, observou Ana Maria Castelo, Coordenadora de Projetos da Construção do FGV IBRE.
Neste mês, a queda da confiança foi influenciada tanto pelo Índice de Situação Atual (ISA-CST) quanto pelo Índice de Expectativas (IE-CST). O ISA-CST cedeu 0,4 ponto, para 92,1 pontos. O IE-CST caiu 1,6 ponto, atingindo 91,4 pontos, menor nível desde maio de 2021 (89,1 pontos).
Entre os componentes do ISA-CST, tivemos variações em sentidos opostos: o indicador de situação atual dos negócios recuou 1,1 ponto, alcançando 90,9 pontos, enquanto o indicador de volume de carteira de contratos avançou 0,3 ponto, para 93,3 pontos. Pela ótica do IE-CST, ambos componentes recuaram: o indicador de demanda prevista nos próximos três meses caiu de 1,5 ponto, para 92,8 pontos, e o indicador de tendência dos negócios nos próximos seis meses retraiu 1,8 ponto, chegando aos 89,9 pontos.