
A Brigada Militar (BM) não percorre as áreas escolares de forma aleatória. Isso porque as rondas da Patrulha Escolar têm roteiros definidos por um sistema de algoritmos que cruza dados de criminalidade. O resultado foram 17.309 visitas a escolas em todo o Rio Grande do Sul nos primeiros 20 dias do mês de agosto, com 7.994 escolas atendidas no mesmo período.
Isso resultou em uma média de 865 visitas diárias a estabelecimentos de ensino em todo o Rio Grande do Sul. Conforme a BM, na prática, a dupla de policiais da Patrulha Escolar recebe, diariamente, uma missão com informações detalhadas sobre o roteiro do dia.
Os agentes saem do quartel com o itinerário definido com base em dados de inteligência, antes de percorrer as áreas escolares. O direcionamento é feito por um sistema de algoritmos que estabelece parâmetros de criminalidade para cada área escolar.
Prevenção
Segundo a Brigada Militar, o objetivo central do programa é a prevenção. “Com os dados, sabemos exatamente onde e quando atuar. Não deixamos o problema acontecer e trabalhamos na prevenção”, afirmou o Coordenador Estadual da Patrulha Escolar da BM, tenente-coronel Cristiano Moraes.
Com base nessas informações, são definidos os roteiros e a frequência com que cada escola é visitada. É possível, por exemplo, selecionar as ocorrências de roubo a pedestres registradas desde o início do ano e verificar quantas aconteceram num raio de 200 metros de cada escola, orientando o planejamento da ronda.
O trabalho, porém, não se resume a passar em frente aos colégios. Ainda conforme a BM, os policiais entram nas escolas, marcam presença e conversam com as direções para levantar informações sobre o dia a dia de alunos e professores, incluindo suspeitas de criminosos rondando os estabelecimentos ou conflitos internos.
Fonte: Correio do Povo


