
O setor hortigranjeiro movimentou 16,6 milhões de toneladas no ano de 2025, com R$ 68,7 bilhões comercializados. Os dados foram divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) nesta terça-feira (28) e fazem parte das ações do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort). A pesquisa avaliou o valor transacionado por 54 Centrais de Abastecimento (Ceasas) por subgrupos de hortaliças e de frutas, com o objetivo de verificar o comportamento de cada segmento.
De acordo com o levantamento, as centrais com maior comercialização de hortigranjeiros em 2025 foram a Companhia de Entrepostos e Armazéns Gerais de São Paulo (CEAGESP), na unidade da capital paulista, com volume de 2,99 milhões de toneladas e montante de R$ 13,9 bilhões; o Mercado Municipal de Juazeiro/BA, com cerca de 1,62 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões; a CeasaMinas, localizada em Contagem, com 1,499 milhão de toneladas e R$ 6 bilhões; e a Ceasa/RJ, na capital fluminense, com 1,497 milhão de toneladas e R$ 6,11 bilhões comercializados.
A pesquisa da Conab também apontou estabilidade no volume total de hortigranjeiros vendidos nos entrepostos atacadistas considerados, com redução de 0,82% em relação a 2024. Para o quantitativo negociado, a queda de 9,29% está associada aos patamares superiores de preços verificados em 2024, devido às condições climáticas adversas. No comparativo por regiões, o Sudeste foi responsável por 52% do volume de vendas de hortigranjeiros em 2025 e por 54% do total negociado.
Exportações
Entre as 26 Ceasas que compõem a base de dados do Sistema de Informações do Mercado Atacadista de Hortigranjeiros (Simab), a movimentação de hortaliças cresceu em seis unidades, com maiores percentuais em Rio Branco/AC (44,9%), Belo Horizonte/MG (4,4%) e Foz do Iguaçu/PR (4,2%). No total, houve redução de 2,8% na quantidade de produtos comercializados em 2025. O documento evidencia a interferência das condições climáticas adversas sobre a produção.
Para as frutas, a Companhia registrou aumento no quantitativo transacionado em 11 Ceasas. Os maiores indicadores foram apurados em Rio Branco/AC (24,11%) e Goiânia/GO (21,04%). No comparativo anual, o levantamento apontou queda de 1,52% na comercialização de frutas no último ano. De acordo com a análise, a variação reflete um mercado resiliente, com influência de variações térmicas e regime de chuvas sobre o volume ofertado.
O Brasil exportou cerca de 1,3 milhão de toneladas de frutas em 2025, com elevação de 19,7% em relação a 2024. Entre janeiro e dezembro do último ano, o faturamento cresceu 29%, atingindo U$S 1,56 bilhão. Os números resultam do aumento dos envios de mangas, melões, melancias, limões e limas para o mercado exterior, que representam mais de 73,5% do total exportado. O principal destino das frutas brasileiras foi a União Europeia.


