
Servidores do Judiciário gaúcho estiveram nesta terça-feira em frente ao Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS), em Porto Alegre, em um movimento de cobrança à necessidade de reajuste e recomposição salarial. O ato, organizado pelo Sindicato dos Servidores da Justiça do Estado do RS (Sindjus/RS), integra a Campanha Salarial 2026 dos trabalhadores do Judiciário estadual, marcada por atos regionais com engajamento da categoria realizados no dia 14 de maio e, mais recentemente, pelo “Apagão no Judiciário”, que convocou trabalhadores a paralisarem as atividades por uma hora.
Entre as principais reivindicações, estão a recomposição salarial de 17,8%, na busca pela equidade nos vencimentos em relação aos demais Tribunais de Justiça do país, auxílio-social para reduzir as perdas salariais dos aposentados e a redução da jornada de trabalho.
A Administração e os diretores do TJRS estiveram reunidos durante a manhã com representantes de 15 entidades de classe dos servidores do Judiciário. De acordo com nota enviada pelo TJRS, todos os representantes tiveram oportunidade de apresentar suas pautas de reivindicações e, a partir de agora, elas serão analisadas pela Administração. O Tribunal também informou que, por lei, esse processo precisa ser iniciado no mês de maio e que foi cumprido, para que eventuais ajustes financeiros possam ser incluídos na previsão orçamentária para o ano seguinte.
O diretor de comunicação do Sindjus, Marcos Velleda, afirmou que os servidores estão há um ano e meio sem uma reposição da matriz salarial. Ele defendeu que magistrados e servidores devem ser remunerados a partir do mesmo orçamento do Judiciário, o que não acontece. Segundo Velleda, em 2025, os ministros tiveram um aumento acima do teto salarial, de R$ 46,3 mil. “Nem um desembargador pode ganhar mais do que isso aqui, nem juiz. Só que em 2025, a média salarial deles foi de R$ 71 mil. Eles tiveram R$ 449 milhões a mais além do salário deles, que foi acima do teto constitucional”, disse.
“O Tribunal de Justiça, que é o segundo maior orçamento do Estado, não está sendo administrado corretamente e transparentemente com a sociedade, e muito menos está atendendo a pauta dos servidores. Por isso a denúncia do sindicato aqui na frente da praça, trazendo essa questão que mais uma vez essa administração não traz à tona, que é a reivindicação”.
A presidência do TJRS afirmou não ter recebido oficialmente a pauta de reivindicações dos servidores por parte do Sindicato, o que é contestado pelo Sindjus. “Nós entregamos dia 26 de março em mãos para o próprio presidente, e ele disse que não tinha recebido a pauta”, argumentou Velleda. O sindicato não descarta a possibilidade de uma greve ou de novos “apagões” caso as proposições não sejam atendidas pela Administração.
Leia a nota completa do Tribunal de Justiça do RS:
A Administração e diretores do TJRS estiveram reunidos durante toda a manhã com representantes de 15 entidades de classe dos servidores do Judiciário. Todos os representantes tiveram oportunidade de apresentar suas pautas de reivindicações que, a partir de agora, serão analisadas pela Administração. Lembrando que, por lei, esse processo precisa ser iniciado no mês de maio, o que foi cumprido pelo TJRS, para que eventuais ajustes financeiros possam ser incluídos na previsão orçamentária para o ano seguinte.
Fonte: Correio do Povo