
Um grupo de senadores apresentou ao STF (Supremo Tribunal Federal) um pedido de concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro. A petição é dirigida ao ministro Alexandre de Moraes, relator do processo no qual Bolsonaro está custodiado, e afirma que o estado de saúde do ex-presidente é grave, complexo e incompatível com a manutenção da prisão.
O documento foi protocolado nesta quarta-feira (6) e é assinado por senadores, entre eles Tereza Cristina, Wilder Morais e Magno Malta. Os parlamentares sustentam que a custódia, atualmente na sede da Polícia Federal em Brasília, representa risco concreto à vida do ex-presidente.
Na petição, os senadores afirmam que Bolsonaro apresenta múltiplas enfermidades de natureza cardiovascular, digestiva, renal, respiratória e metabólica, algumas delas associadas às sequelas permanentes do atentado sofrido em 2018. Segundo o texto, essas condições exigiriam monitoramento médico contínuo, vigilância permanente e resposta imediata a intercorrências o que, de acordo com os signatários, não teria sido plenamente garantido durante a custódia
Os parlamentares citam ainda episódios de agravamento do estado de saúde ao longo do período de prisão e mencionam um fato considerado “de extrema gravidade”, ocorrido em 6 de janeiro de 2026.
De acordo com a petição, Bolsonaro teria sofrido uma queda com impacto na cabeça após uma crise, permanecendo em situação de vulnerabilidade até que familiares providenciassem socorro. O episódio é apontado como evidência de falha na vigilância e no atendimento imediato
Outro ponto destacado é a existência de soluços incoercíveis crônicos, condição clínica que, segundo o documento, demanda intervenções médicas frequentes e ajustes constantes de medicação. Para os senadores, a ausência de acompanhamento permanente expõe o custodiado a risco real e imediato, o que poderia acarretar responsabilidade direta do Estado em caso de desfecho fatal.
Fonte: R7