
A reunião da Federação das Empresas de Logística e Transporte de Cargas no Rio Grande do Sul (Fetransul) com os candidatos ao governo do Estado foi marcada pela ausência completa da chapa de Luciano Zucco (PL) e com Edegar Pretto (PT) substituindo Juliana Brizola (PDT). O evento ocorreu na manhã desta segunda-feira (10) e contou com a presença de lideranças dos sindicatos que compõem a Fetransul.
Juliana indicou que não poderia comparecer à conversa por questões de agenda, ainda que tenha sido representada por Pretto – o que foi reiteradamente criticado por Gabriel Souza (MDB) e Marcelo Maranata (PSDB) durante o painel. A ausência da pedetista foi comunicada no sábado (8) para a Fetransul.
Zucco, que não mandou representantes, estaria cumprindo agenda de gravações de materiais de campanha e em deslocamento para uma sabatina em Santa Cruz do Sul.
Logo na primeira fala, Gabriel Souza fez questão de reforçar que estava com a chapa completa, incluindo a presença de Ernani Polo (PSD), candidato a vice-governador, e dos dois candidatos ao Senado Germano Rigotto (MDB) e Frederico Antunes (PSD).
Sobre a substituição de Juliana por Edegar Pretto no painel, Gabriel Souza se manifestou em nota após o evento, indicando que não aceitará alterações deste tipo nas regras em outras oportunidades e sem aviso prévio. O candidato do MDB indicou que foi comunicado da mudança após chegar ao evento.
Maranata, que ficou isolado em grande parte das falas, aproveitou as ausências de Juliana e Zucco para relembrar outros casos onde os oponentes não compareceram. “Respeito todos formatos de debate e espaços de diálogo. Para mim, cada convite feito por uma entidade representa uma oportunidade de ouvir e apresentar propostas”, comentou o candidato do PSDB.
Concessões e pedágios mobilizam o painel
O evento organizado pela Fetransul ocorreu em formato de exposição, sem colocar os candidatos para debaterem entre si, o que não impediu que Gabriel e Pretto utilizassem o tempo de resposta para se confrontarem. Os candidatos tiveram dez minutos de fala de abertura, além de algumas questões feitas pelos representantes dos sindicatos que compõem a entidade.
Além das críticas pela ausência de Zucco e Juliana, a concessão das rodovias gaúchas foi um tópico constante, em especial entre Gabriel e Pretto, o que acabou isolando Maranata de um confronto mais direto.
Gabriel reforçou a ideia de que a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Pedágios foi um dos motivadores da falta de procura de empresas para concessão do bloco 2 das rodovias, o que pode dificultar para o próximo governo. “Sem concessões para atrair investimento privados para o modal rodoviário, independente do governador que venha a ter, vamos ter dificuldade de investimento”, comentou Gabriel.
Pretto utilizou o tempo da resposta para contrapor o candidato do MDB, indicando que a chapa que ele representa não se contrapõe totalmente à concessão de estradas. “Nós queremos concessão bem-feita, que quem paga o pedágio possa enxergar as obras acontecendo. Não teremos modelo específico, temos que observar a característica de cada região, de cada obra que nós faremos”, comentou o petista.
Maranata comentou sobre o efeito das retiradas dos pedágios de Guaíba durante o período que atuou como prefeito da cidade, além de pontuar um compromisso sobre a busca de verba para reformas nas vias. “Os investimentos, seja o viaduto, a duplicação, quem tem que fazer é o governo do estado, que busque dinheiro e que tenha diálogo com o governo federal”, apontou o candidato tucano.
Fonte: João Streb / Correio do Povo


