Icon search

Compartilhe:

Saiba como fica a estratégia de vacinação contra a dengue no RS após suspensão de vacina do Butantan

Estratégia de enfrentamento da dengue no SUS segue ativa com a vacina Qdenga, produzida no Japão – Foto: Fabio Rodrigues-Pozzebom / Agência Brasil / CP

A Secretaria da Saúde (SES) reforça a determinação do Ministério da Saúde (MS), divulgada na segunda-feira, 8, de suspender temporariamente a estratégia de vacinação contra a dengue com a vacina produzida pelo Instituto Butantan. A medida tem caráter preventivo e foi adotada após a identificação de raros eventos adversos após a vacinação, cuja relação com o imunizante ainda está sendo investigada.

Play Video
A SES reforça que a estratégia de enfrentamento da dengue no Sistema Único de Saúde (SUS) segue ativa com a vacina Qdenga, produzida no Japão. O imunizante continua sendo oferecido normalmente em todos os municípios para crianças e adolescentes entre 10 e 14 anos, público definido pelo MS. A orientação é que os responsáveis procurem as unidades de saúde para manter a vacinação em dia.

Com a decisão do MS, a situação é a seguinte:

  • a vacinação com o imunizante do Butantan está temporariamente suspensa em todo o país
  • novas doses não devem ser aplicadas até nova orientação oficial
  • as vacinas não devem ser descartadas, devendo permanecer armazenadas sob refrigeração adequada
  • haverá monitoramento intensivo de pessoas vacinadas nos últimos 21 dias
  • As medidas buscam garantir a segurança da população enquanto especialistas analisam os dados e a relação entre risco e benefício do imunizante

RS recebeu 45 mil doses

De acordo com informações do Centro Estadual de Vigilância em Saúde (Cevs), o Rio Grande do Sul já recebeu 45.220 doses da vacina do Butantan. Do total, cerca de 15 mil foram aplicadas em trabalhadores da área da saúde – único público para o qual está sendo destinado o imunizante no RS.

Quem já recebeu a vacina deve observar seu estado de saúde por até 21 dias após a aplicação. Em caso de sintomas como febre, dor abdominal intensa, vômitos persistentes, sangramentos, tontura, sonolência excessiva, sinais de desidratação ou piora do estado geral, é importante procurar atendimento médico imediatamente. Após esse período, não há mais componente ativo da vacina detectável no organismo.

Fonte: Correio do Povo

Últimas Notícias