
O Rio Grande do Sul teve queda de 27% nos homicídios ao longo do ano passado, em comparação com 2024. Também houve redução de 25% na soma dos crimes violentos letais e intencionais (CVLI), que une assassinatos com latrocínios, lesões seguidas de morte e feminicídios. Este último indicador, porém, subiu 10%, conforme divulgado nesta quinta-feira, em coletiva do Executivo Estadual no Palácio Piratini.
Foram mortas 80 mulheres em 2025, sete a mais do que no ano retrasado. “É um crime de difícil prevenção, pois geralmente ocorre dentro dos lares. Além disso, a maioria das vítimas não costuma ter medida protetiva de urgência em vigor. Estamos ampliando a Patrulha Maria da Penha e o monitoramento dos agressores com tornozeleira”, ponderou o governador Eduardo Leite.
Ainda no escopo das ocorrências com morte, de acordo com Leite, os latrocínios reduziram 3%, de 31 para 30 casos. Outros indicadores que registraram diminuição foram: roubo de veículos (22%) e de pedestres (17%), além de crimes bancários (24%).
Sobre a morte do agricultor Marcos Nornberg, de 48 anos, durante ação do 4º Batalhão de Polícia Militar (BPM) em Pelotas, no Sul gaúcho, Leite exigiu apuração rigorosa dos fatos. Conforme a Brigada Militar, houve confronto.
“Não podemos condenar ninguém antecipadamente. Com isso posto, garanto que haverá consequências, se for comprovado que houve erro na atuação dos policiais”, disse o governador.