
A presidente do Sindicato da Indústria de Energias Renováveis do RS (Sindienergia-RS) afirmou que o Rio Grande do Sul pode deixar de importar energia e se tornar exportador até 2030, com a inserção de mais 5 gigawatts de geração limpa e renovável. A declaração de Daniela Cardeal foi feita durante a 6ª edição do Fórum de Energias Renováveis, evento realizado em parceria pelo Correio do Povo e pela entidade, nesta terça-feira (9) no Teatro CIEE-RS Banrisul, em Porto Alegre.
Para a presidente, o Estado pode avançar na autossuficiência energética. “O Rio Grande do Sul importa entre 30% e 40% da energia que precisa. Temos essa insegurança energética, só que temos um potencial muito grande, não só de sermos autossuficientes, como de virar essa chave e passar de um estado importador para um estado exportador de energia”, avaliou Daniela Cardeal.
A meta está detalhada no programa RS+5, elaborado pelo Sindienergia-RS. O plano defende que, até 2030, o Estado acrescente 5 GW de capacidade instalada a partir da combinação de fontes. “Não utilizarmos só a eólica, nem só a solar, nem só a hídrica, nem só bioenergias, mas sim uma composição de todas essas fontes no formato que traga maior segurança para o Rio Grande do Sul”, explicou.
Durante o evento, Daniela revelou que a entidade já iniciou uma rodada de apresentações com candidatos que disputarão cargos nas eleições deste ano. Segundo ela, o Sindienergia-RS está redigindo o documento e coletando contribuições. “Nós estamos fazendo uma rodada com todos os candidatos ao governo, na qual apresentamos os nossos três eixos desse programa”, disse. O objetivo, conforme a presidente, é que, após eleitos, os três senadores gaúchos defendam as renováveis juntos em Brasília. “Este ano nós estamos com um diferencial: nós queremos os três senadores em Brasília sentados juntos defendendo as renováveis”, anunciou.
O Fórum de Energias Renováveis reuniu mais de 20 palestrantes em cinco painéis e teve público estimado em 350 participantes. Assuntos como infraestrutura de transmissão, diversificação de fontes e demanda por energia limpa, integração entre produção agropecuária e soluções como biogás, biometano e eletrificação no campo, entre outros, foram discutidos ao longo da programação.
A novidade desta edição foi o Painel de Homenagens a lideranças que contribuíram para a agenda energética do RS. Foram reconhecidos Rodrigo Huguenin, da Secretaria Estadual do Meio Ambiente e Infraestrutura (Sema), Gabriel Ritter e Renato Chagas, da Fepam, Nanci Walter, do Crea-RS, e Rafael Valverde, da Sowitec Brasil.
Fonte: Eduardo Souza / Rádio Guaíba


