
O restaurante atingido pela queda de um avião na última sexta-feira, em Capão da Canoa, no Litoral Norte, foi alvo de furto na manhã de domingo. O caso foi relatado pelo proprietário do estabelecimento, Douglas Roos, que esteve no local após ser informado sobre a invasão.
Segundo ele, a situação foi percebida após contato de uma vizinha e também de autoridades. “Fomos surpreendidos com o contato da nossa vizinha, que teve a casa dela atingida também, e também fomos contatados pelo próprio secretário de Segurança Pública dizendo que estavam furtando objetos”, afirmou.
Ao chegar no restaurante, o empresário constatou a ausência de diversos itens. “A gente deu falta de panelas e micro-ondas, além de alguns pedaços de alumínio das coifas da cozinha industrial”, relatou.
De acordo com Roos, a ação ocorreu em um intervalo curto, durante a troca de turno da segurança que havia sido disponibilizada após o acidente. O proprietário acredita que os autores monitoravam o local. “Essas pessoas ficaram cuidando exatamente para conseguir entrar quando a vigilância municipal não estava ali. Tem uma troca de turno que ocorre em uma diferença de 10 a 20 minutos, e eles aproveitaram esse momento para entrar”, afirmou.
Ele também lamentou o fato de o crime ter ocorrido em meio a uma tragédia. “É muito triste ver as pessoas se aproveitarem de uma tragédia como essa para cometer um crime. Isso ainda deixa a gente mais chateado”, desabafou.
Apesar dos prejuízos materiais, o empresário destacou que a maior perda foi humana. “Perderam-se quatro vidas. A gente tem muito mais a lamentar a perda dessas vidas do que a questão patrimonial”, disse.
Segundo Roos, a empresa responsável pela aeronave já fez contato para tratar dos danos causados ao imóvel. Reuniões devem ocorrer nos próximos dias para dar andamento à situação.
O proprietário afirmou ainda que iniciou os procedimentos para reorganização após o ocorrido. “Hoje é o primeiro dia útil, dia de organizar documentação, providenciar laudos e ver como as coisas vão andar para recomeçar”, concluiu.
Fonte: Guilherme Sperafico / Correio do Povo