
A grande ressaca prevista para ocorrer no mar se confirmou e fez com que a água avançasse sobre a areia das praias. No final de semana, o fenômeno ocorreu na praia do Hermenegildo, em Santa Vitória do Palmar, no Litoral Sul. Ainda no domingo, as alterações causadas pela formação de um ciclone bomba no Atlântico Sul começaram a ser percebidas no Litoral Norte.
Ventos fortes e agitação marítima começaram a ser sentidas pelas pessoas que estavam nas praias, como em Torres. Na manhã desta segunda-feira, segundo moradores, o mar amanheceu agitado com ondas gigantes, na praia da Cal. A ressaca levou a água até o calçadão, passando pela guarita dos guarda-vidas.
A escada de um quiosque, localizado próximo ao mar foi levada pela força da maré. A água salgada danificou um freezer do local. A avenida Beira Mar, na praia Grande, também foi alagada.
Em Tramandaí a água bate nas plataformas de acesso ao mar, devido às ondas fortes e altas. Segundo informações da prefeitura do município, na praça dos Botos, na Barra, o mar subiu e levou sujeira para as ruas. Durante a manhã desta segunda-feira, funcionários da prefeitura limparam o local. Não foram registrados danos.
Nas praias de Imbé, alguns bancos que ficavam na orla foram deslocados pela força das águas, na beira mar, no Centro. “Parte da faixa da praia, onde há o calçadão estava com muita areia. Não tivemos avarias consideráveis. Não há riscos para a população. É comum a ressaca do mar no inverno”, observa o prefeito de Imbé, Ique Vedovato.
Durante a manhã, funcionários do município realizaram a limpeza da sujeira levada pelo mar, até locais como a avenida Mariluz.
Em Capão da Canoa, a água do mar chegou até os quiosques que ainda permaneceram na orla após a temporada de verão. Segundo o prefeito Valdomiro de Matos Novaski, por volta das 11h, o mar já batia nas estruturas que estão próximo ao muro que divide o passeio e a areia da praia. “A nossa maior preocupação é quando acalmar o vento e a maré subir”, observa.
Ele lembra que os proprietários tiveram até o último dia 20 para solicitar a Marinha, caso quisessem deixar suas estruturas o ano todo. “A maioria que tinha que tirar, já saiu. Além do prejuízo financeiro para os comerciantes, solicitamos que as pessoas evitem circular pelo local. É necessário muita atenção, pois podem ser atingidas pelas ondas que estão grandes. Elas trazem materiais, como madeiras, por exemplo, o que pode o causar acidentes”, relata.
Fonte: Angélica Silveira / Correio do Povo