
O fim de 2025 está se aproximando, e o ritmo de divulgação de indicadores econômicos diminui. Na semana do Natal, a agenda é enxuta, mas não menos relevante. Os destaques ficam com a primeira leitura do Produto Interno Bruto (PIB) dos EUA no terceiro trimestre, a prévia da inflação ao consumidor de dezembro no Brasil e a inflação de dezembro na cidade de Tóquio, no Japão.
O primeiro dia de dados da semana é a segunda-feira, 22, com o tradicional Boletim Focus. O mercado monitora se a projeção do IPCA para 2027 volta a cair, após seis semanas consecutivas registrando estimativas de 3,8%. No mesmo dia, o Banco Central também divulga a Pesquisa Firmus, relatório de expectativas das empresas do setor real da economia referente ao quarto trimestre.
No dia seguinte, último dia útil antes do Natal, a agenda será carregada. No Brasil, haverá a divulgação do IPCA-15 de dezembro, com o mercado monitorando se se confirma a trajetória de inflação dentro da faixa superior de tolerância da meta. O centro da meta de inflação é de 3% ao ano, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.
Na terça-feira, 23, será conhecida a primeira leitura do PIB dos EUA do terceiro trimestre. Na prática, trata-se da segunda prévia, já que a primeira — que seria divulgada em outubro — foi cancelada devido à paralisação do governo dos EUA. A expectativa do mercado é de que a economia americana tenha crescido 3,2% no período, na comparação com o mesmo trimestre do ano passado.
Já o Banco do Japão (BoJ) divulga na terça-feira à noite (horário de Brasília) a ata da última reunião de política monetária, realizada no dia 19, quando houve alta de 0,25 ponto percentual na taxa de juros, de 0,5% para 0,75%. O aumento era esperado pelo mercado, Contudo, havia expectativa de uma sinalização menos vaga sobre os próximos passos ao longo de 2026.
No comunicado após a decisão, o BoJ afirmou que buscará novas altas de juros se a economia e os preços evoluírem em linha com suas projeções, com as condições financeiras permanecendo acomodatícias mesmo após a medida. Para avaliar se a política monetária estará frouxa ao longo de 2026, o mercado demanda uma estimativa da taxa neutra de juros, mas os dirigentes do banco central japonês afirmam ser difícil estimá-la. A ata poderia trazer alguma sinalização sobre essas duas preocupações, embora isso seja considerado pouco provável.
Na véspera de Natal, o único dado relevante é o número de pedidos de seguro-desemprego nos EUA. No dia de Natal, o Japão divulga, à noite (horário de Brasília), uma bateria de indicadores: inflação ao consumidor da cidade de Tóquio, produção industrial e vendas no varejo de dezembro, além da taxa de desemprego de novembro.
Por fim, está agendada para a sexta-feira, 26, a divulgação de um indicador importante pelo Banco Central do Brasil: as estatísticas monetárias e de crédito referentes a novembro.