
A deputada federal Gorete Pereira (MDB-CE) foi alvo, nesta terça-feira (17), de uma ação de busca e apreensão durante operação da Polícia Federal acerca de um esquema de descontos indevidos em aposentadorias do INSS (Instituto Nacional do Seguro Social).
Durante manhã, a parlamentar teve o uso de tornozeleira eletrônica determinado pelo ministro André Mendonça, relator do caso no STF (Supremo Tribunal Federal).
A PF chegou a pedir a prisão preventiva da deputada, porém o pedido foi indeferido por Mendonça. No relatório do magistrado, ela é apontada como articuladora política da organização criminosa.
Gorete é suplente em exercício do deputado federal Yuri do Paredão OMDB-CE), desde 29 de dezembro do ano passado.
Natural de Juazeiro do Norte, a deputada cursou fisioterapia, nos anos 1970, e pós-graduação em Tecnologia Educacional, nos anos 1980. Após sua graduação, Pereira chegou a lecionar onde estudou, na Unifor (Universidade de Fortaleza).
Antes da Câmara, a deputada atuou nas secretarias de Saúde do município de Fortaleza e do Estado do Ceará. Na última semana, os parlamentares aprovaram um projeto de sua autoria, sobre a venda e o uso de spray de pimenta para defesa pessoal por mulheres a partir de 16 anos.
Nota da defesa
Em nota, a defesa da parlamentar diz que ela não praticou nada irregular. Veja:
“A deputada federal Gorete Pereira reitera que não praticou qualquer ato ilícito e que as informações divulgadas não refletem a realidade dos fatos.
Sua trajetória pública de mais de 40 anos sempre foi pautada pela integridade.
A parlamentar informa que sua defesa já analisa o teor da decisão.
O advogado Dr. Waldir Xavier se manifestará oportunamente após análise detalhada do caso.
Confiante no devido processo legal, a deputada reafirma seu compromisso com a legalidade e a transparência.”
Fonte: R7