
Foto : Renê Almeida / Especial / CP
O Partido Socialista dos Trabalhadores Unificado (PSTU) oficializou o nome da professora Rejane de Oliveira como candidata ao governo do Rio Grande do Sul durante convenção estadual na tarde deste sábado, em Porto Alegre. Diante da militância do partido, a ex-presidente do Sindicato dos Professores e Funcionários de Escola do Rio Grande do Sul (CPERS Sindicato) criticou as candidaturas da direita e da esquerda e defendeu um governo focado nas necessidades dos trabalhadores.
“Nós estamos nos colocando como uma alternativa revolucionária e socialista para apresentar o nosso programa e dizer que nós não aceitamos esse tipo de política que está sendo apresentada, que é o mais do mesmo. A gente tem dito: são quatro tons de uma mesma política, e nós estamos apresentando uma alternativa diferenciada”, afirmou.
Além da candidatura de Rejane ao governo do Estado, a convenção confirmou Adão Lima como candidato a vice-governador. Para o Senado Federal, o PSTU lançou Régis Ethur e uma candidatura coletiva formada por Daniela Maidana, Aitana Godoy e Marcela Cristina. Todos os candidatos são integrantes do partido, caracterizando a chamada chapa “pura”.
Discursos
A convenção contou com boa presença de público e exibiu vídeos com mensagens do candidato do partido à Presidência da República, Hertz Dias, e da candidata a vice-presidente, Vanessa Portugal. Ela participaria presencialmente do evento, mas um problema no voo para Porto Alegre impediu a viagem.
No discurso, Rejane fez duras críticas ao governo de Eduardo Leite. “Aqui no Rio Grande do Sul, os trabalhadores vêm perdendo direitos, e a concepção de educação vem se perdendo por conta dos ataques do governo Leite”, disse.
Entre as propostas, defendeu a autonomia das escolas e o fortalecimento da educação e da saúde públicas. “Nós defendemos os direitos dos trabalhadores, o fim da jornada seis por um e a redução da jornada de trabalho sem redução do salário. Nós queremos o salário do Dieese, mas queremos construir um processo de dobrar o salário mínimo dos trabalhadores, rumo ao salário do Dieese, que é de R$ 7 mil. Queremos também a suspensão do pagamento da dívida, uma dívida que já foi paga, que tem beneficiado os banqueiros, e quem está pagando essa dívida são os trabalhadores”, afirmou.
Sem representantes eleitos na história do Rio Grande do Sul, o partido manteve suas convicções ideológicas em evidência durante a convenção. No palco, uma bandeira trazia as frases “Tirar o poder dos bilionários. Por um governo socialista dos trabalhadores”. Para Rejane, a proposta é promover uma ruptura com o que ela chama de “engrenagem capitalista”.
“O nosso programa tem como centro tirar o dinheiro e o poder dos milionários para dar condições de vida para a população e para a classe trabalhadora, partindo das necessidades concretas dessa classe. No passado, a gente trabalhou muito com a questão mais ideológica do partido, e hoje temos a decisão de partir das necessidades da classe trabalhadora, sem abrir mão de lutar pelo empoderamento da classe trabalhadora”, finalizou.
Fonte: Renê Almeida/Correio do Povo


