
Apoiador de primeira hora da aliança encabeçada pelo PT para a disputa estadual, o ex-deputado Beto Albuquerque (PSB) garantiu, durante ato organizado pelo diretório petista no sábado com definições sobre a campanha, que seu partido será o próximo a anunciar a saída do governo Eduardo Leite (PSD). Conforme Beto, que integra a executiva nacional do PSB, o processo já está definido e ocorrerá nos próximos dias.
“A partir desta semana, o PSB contraditório que estava no governo Leite não vai existir mais. Nós vamos tomar a direção do partido e estar juntos nesta aliança. E, se Deus quiser, vou assumir a presidência do PSB para que estejamos todos no mesmo caminho”, discursou o dirigente. Também partiu do socialista o aceno para que o PDT desista da pré-candidatura de Juliana Brizola ao Piratini e passe a integrar a coligação. “Vem com a gente PDT. Vem com a gente Juliana Brizola. Vem para cá”, instou Beto.
Entre articuladores petistas, a aspiração é que Juliana aceite ser vice na chapa. Caso isso não ocorra, conforme as negociações encaminhadas, o PSB terá a preferência para a ocupação da vaga. Formalmente, a coalização inclui, por enquanto, as federações PT/PCdoB/PV e PSol/Rede.
As declarações do ex-deputado foram feitas a poucos dias da abertura da janela partidária, em 6 de março, que permitirá a parlamentares trocarem de partido antes das eleições. O PSB, que integra a base de Leite, está há muitos meses dividido no RS, e a disputa chegou à direção nacional, que passou a atuar para um desfecho. No decorrer das tratativas, o grupo de Beto ganhou terreno gradualmente, e os dois deputados da sigla, o federal Heitor Schuch e o estadual Elton Weber, contrários a uma nova aliança com o PT, devem deixar a legenda nas próximas semanas.
“O PSB vai sair do governo Leite, nesta semana que começa tenho reuniões em Brasília para dar início ao processo. Quem quiser ficar no partido fica, quem não quiser, vai embora. É isso”, repetiu Beto ao final do encontro.
Fonte: Flávia Bemfica / Correio do Povo