
Com investimento de R$ 800 mil ao ano dos cofres do município, R$ 1 milhão do governo do Estado e outros R$ 4 milhões de origem federal, a secretaria municipal da Inclusão e Desenvolvimento Humano (Smidh) inaugurou nesta terça-feira o programa Poa Alimenta.
A expectativa do secretário Juliano Passini, é que 20 mil pessoas sejam contempladas pela política pública mensalmente, já que muitas cozinhas não chegam a se inscrever em editais dos executivos estadual e federal para. “Aqui nós teremos um atendimento humanizado próximo das cozinhas para que possamos auxiliar elas nas inscrições, na questão burocrática, para que realmente a comida chegue onde as pessoas mais precisam”, destacou o secretário que aproveitou a ocasião para reafirmar o compromisso do órgão com o monitoramento dos pontos de distribuição de alimentos.
A cerimônia de lançamento foi realizada no ginásio do Departamento Municipal de Habitação (Demhab), que a partir da data deve funcionar como Unidade de Recebimento e Distribuição de Alimentos. O espaço passou por reformas de adaptação para que o armazenamento adequado dos alimento e recebeu a instalação de uma câmara de resfriamento para acondicionar congelados.
De acordo com o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, o ginásio passou por obras para a extinção de goteiras antes que recebesse os alimentos, mas evitou estabelecer que o espaço abrigará a unidade logística em caráter definitivo. “Com certeza essas comunidades não vão querer parar então elas vão ter uma expectativa maior do que os oito meses. Mas com certeza nós vamos trabalhar essa renovação”, afirma Melo citando o prazo da parceria entre a Smidh com o Demhab.
Presente no evento, o secretário estadual de Desenvolvimento Social, Beto Fantinel, destacou o repasse de R$ 20 milhões do governo do Estado para a primeira edição do programa que prevê a distribuição de insumos para 119 pontos na Capital Gaúcha, inclusos na parceria por meio de um decreto que flexibiliza as exigências para o recebimento dos repasses.
“São mais de 2 mil kg (de alimentos) por mês e por oito meses. A partir disso nós podemos apoiar não apenas as cozinhas, mas temos hortas, bancos de alimentos cadastrados dentro dos pontos populares sobre a linha de segurança alimentar, nas próximas edições”, explicou o secretário estadual que destacou investimento recorde do Rio Grande do Sul em políticas de segurança alimentas em comparação aos demais estados do país.
Fonte: Correio do Povo