
O impacto da guerra no Oriente Médio, nos preços dos derivados do petróleo, como a gasolina e o diesel, já está chegando aos postos de combustíveis do Rio Grande do Sul. O alerta é do Sulpetro ― entidade que representa o comércio varejista de combustíveis no Estado.
Conforme dados de agentes do segmento, as refinarias e outros importadores já estão repassando ajustes nos valores dos combustíveis, vindos do exterior, para as companhias distribuidoras, devido à elevação do preço do barril de petróleo em função do bloqueio do Estreito de Ormuz, provocado pelo conflito na região. Em alguns casos, o aumento registrado foi de R$ 0,30 na gasolina A e R$ 0,62 no diesel.
Além disso, a Petrobras está impondo cotas para a retirada de produtos para as distribuidoras, em especial, no diesel, justamente em período de safra, quando aumenta a demanda por este tipo de combustível.
“Percebemos que será inevitável algum tipo de movimentação na ponta da cadeia de combustíveis, a curto prazo”, projeta o presidente do Sulpetro, João Carlos Dal’Aqua. Ele explica que, com o preço do barril de petróleo saindo de US$ 65, no início deste ano, para US$ 83 hoje, as companhias distribuidoras já estão transferindo a diferença aos postos. “Sabemos que o repasse não ocorre de forma linear e que o cenário ainda é de muitas incertezas. Mas já recebemos relatos sobre a ocorrência de variações brutas na revenda de combustíveis, especialmente para aqueles que comercializam produtos importados”, comentou o dirigente sindical.