
Após a conclusão da demolição da construção inacabada abandonada na década de 1950 no Centro de Porto Alegre, em outubro do ano passado, o espaço que abrigou o antigo Esqueletão inaugura um novo capítulo. Desde o último novembro, a área foi declarada de utilidade pública pela prefeitura da Capital e deverá sediar um complexo de serviços.
O lote que, por quase 70 anos abrigou a obra inacabada do Edifício Galeria XV de Novembro, passou por diversos entraves para a desocupação da edificação nunca terminada, demolição e definição do futuro do espaço. De acordo com a Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão, a área deverá receber uma nova edificação, sustentável e voltado para o atendimento à comunidade.
As obras deverão ser contempladas pelo programa POA Futura, com orçamento que ultrapassa os R$ 50 milhões. A nova estrutura ainda está em fase de definição, mas a diretriz do projeto busca um complexo multifuncional voltado ao desenvolvimento de programas educativos, sociais e comunitários, de acordo com a nota divulgada pela secretaria.
A secretaria afirma que a previsão é que a licitação seja lançada ainda neste ano, para definir a empresa responsável pelas obras. Até o momento, o projeto está em fase de estruturação, com a elaboração de um Termo de Referência, que deve basear o edital de licitação. Após a conclusão, o documento é encaminhado ao banco para análise e, sendo aprovado, o edital é formulado e a licitação publicada.
Em novembro de 2025 a prefeitura publicou no Diário Oficial de Porto Alegre (Dopa) um decreto que declara de utilidade pública o terreno que abrigou a antiga estrutura. A partir dessa definição, realizada um mês após o fim da demolição, o município ficou autorizado a iniciar procedimentos técnicos e administrativos para negociar a desapropriação do espaço.
À época, o secretário municipal de Planejamento e Gestão, Cezar Schirmer, prometeu “definições sobre grandes projetos” para o futuro do espaço até o final daquele ano. A proposta é que a nova estrutura seja de uso coletivo e comunitário, com vocação inovadora, moderna, sustentável e resiliente, ampliando a oferta de serviços à população que vive, trabalha e circula no Centro Histórico de Porto Alegre.
O custo de todo o processo de demolição foi de aproximadamente R$ 4,3 milhões, pagos pela Prefeitura. Segundo Melo, o valor precisará ser ressarcido pelos proprietários do terreno, que tem cerca de R$ 5 milhões de IPTU em aberto, além da conta da demolição – que recebe o acréscimo de 15% – e dos laudos que foram necessários.
Leia na íntegra a nota da Secretaria Municipal de Planejamento e Gestão de Porto Alegre:
A área do Esqueletão está contemplada no planejamento de investimentos estruturantes do programa POA Futura, com valor estimado superior a R$ 50 milhões. A previsão é de que a licitação seja lançada ainda em 2026. O complexo previsto para o local ainda está em fase de definição, mas a diretriz é implantar um equipamento público multifuncional, voltado à inclusão social e prestação de serviços à população, com laboratórios e oficinas de tecnologia, bem como setores destinados à orientação cidadã e ao desenvolvimento de programas educativos, sociais e comunitários, configurando-se como um centro integrado que articula educação, cultura, esporte, inovação e cidadania.
Fonte: Lúcia Haggström/Correio do Povo