
A Polícia Civil se debruça no resultado das perícias feitas nos imóveis, no mercado e nos veículos de Silvana Germann Aguiar, 48 anos, e de seus pais Isail Vieira de Aguiar, 69 anos, e Dalmira Germann de Aguiar, 70 anos, desaparecidos há três semanas em Cachoeirinha. Além disso, os investigadores também aguardam os conteúdos extraídos dos telefones celulares, equipamentos eletrônicos e dispositivos de armazenamento de dados apreendidos com o policial militar, que é ex-marido de Silvana e suspeito de envolvimento no sumiço do trio.
O celular da atual companheira do PM e da mãe dele também foram recolhidos pela Polícia Civil e serão minuciosamente analisados. De acordo com a polícia, a quebra do sigilo telefônico vai mostrar por quais lugares o suspeito teria passado, em quais datas e horários, além de troca de mensagens, ligações feitas, recebidas e fotos armazenadas. Todos estes dados serão compilados e integrados ao escopo da investigação.
O titular da 1ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana de Gravataí (DPRM), delegado Anderson Spier, trata o sumiço da família Aguiar, como feminicídio e duplo homicídio, em razão do tempo decorrido desde a data do desaparecimento de Silvana, a primeira a não se ter mais notícias. Segundo Spier, as chances de encontrar a família com vida são muito remotas.
A polícia preserva parte das informações e mantém alguns dados em sigilo para não atrapalhar a investigação.
Fonte: Fernanda Bassôa / Correio do Povo