
Foto : Arquivo Pessoal / Redes Sociais
A Polícia Civil de Santa Catarina deu como concluída parte da investigação sobre autoria e motivação do crime cometido contra a corretora de imóveis gaúcha, Luciani Aparecida Estivalet Freitas, de 47 anos, morta e esquartejada em Florianópolis. O tórax da vítima foi encontrado com indícios de desmembramento na zona rural do município catarinense de Major Gercino, na última segunda-feira.
De acordo com a corporação, trata-se de um latrocínio, uma vez que o CPF de Luciani foi utilizado para realizar compras online após a sua morte e pertences pessoais dela foram encontrados sob posse da administradora do conjunto residencial em que ela e os suspeitos moravam. Até o momento três pessoas foram detidas suspeitas de executar a corretora, esquartejar o corpo e ocultar o cadáver.
Entre os detidos estão um homem de 27 anos, vizinho da vítima que, de acordo com as investigações, utilizava nome falso e estava foragido do Estado de São Paulo suspeito de latrocínio. Além dele, foram presos temporariamente a sua companheira, de 30 anos e a administradora da pousada.
O casal foi detido pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na quinta-feira em Gravataí, região Metropolitana de Porto Alegre. Já a terceira suspeita, administradora da pousada foi presa em flagrante um dia antes. Todos os envolvidos residiam no condomínio.
Outras três pessoas são investigadas sob suspeita de envolvimento nos crimes, incluindo um adolescente que seria familiar de um dos detidos. O menor de idade teria sido identificado pelos agentes retirando compras feitas utilizando dados de pagamento da vítima.
Segundo as investigações da Polícia Civil de Santa Catarina, a mulher teria sido morta entre os dias 4 e 5 de março, dentro do próprio apartamento, localizado no bairro Ingleses. A suspeita é de que o corpo tenha permanecido no imóvel até a madrugada do dia 7 de março, quando foi retirado pelos envolvidos no crime.
A Polícia Civil de Santa Catarina dá como solucionadas a tipificação e a autoria dos delitos. No entanto, buscas seguem sendo feitas para tentar localizar outras partes do corpo da vítima além de colher outros elementos que ajudem a explicar o caso. Os investigadores acreditam que os restos mortais da corretora tenham sido divididos em cinco pacotes e descartados em um córrego. O possível envolvimento dos suspeitos em outros crimes também está sendo apurado pela corporação.
Fonte: Lúcia Haggström/Correio do Povo