Icon search

Compartilhe:

PF e CGU fazem operação contra deputado federal Mario Frias e produtora do filme Dark Horse

Equipes cumprem 49 mandados de busca e apreensão emitidos pelo STF e apuram movimentação de centenas de milhões de reais. Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

A PF (Polícia Federal) e a CGU (Controladoria-Geral da União) deflagraram, na manhã desta quinta-feira (10), a Operação Make Up, para apurar suposto desvio de recursos públicos oriundos de emendas parlamentares repassadas, por meio de termo de fomento, a organização da sociedade civil.

Estão sendo cumpridos 49 mandados de busca e apreensão emitidos pelo STF (Supremo Tribunal Federal), nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Ceará e no Distrito Federal.

A reportagem apurou que, entre os alvos, estão o deputado federal Mario Frias (PL-SP) e Karina Ferreira da Gama, produtora do filme Dark Horse, filme sobre a vida do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).

  • Mario Frias ocupou o cargo de secretário especial de Cultura no governo de Jair Bolsonaro, entre 2020 e 2022. Além disso, é produtor-executivo do longa-metragem.
  • Karina Ferreira da Gama é empresária e dona da produtora Go Up, que produziu o filme Dark Horse, além de ter participado da campanha do deputado Mário Frias à Câmara Federal. Uma organização vinculada dela chegou a fechar um contrato de R$ 108 milhões com a prefeitura de São Paulo para instalação de 5 mil pontos de Wi-Fi nas periferias da cidade. Contudo, a instituição não tinha experiência com esse tipo de serviço.

As investigações apontam para a existência de uma organização criminosa, formada por agentes públicos e privados. O grupo é suspeito de direcionar os valores recebidos para empresas subcontratadas de forma irregular, sem comprovação da efetiva prestação dos serviços pagos.

As tentativas de dissimular os desvios teriam se estendido até julho último. Levantamentos financeiros identificaram, ainda, movimentação da ordem de centenas de milhões de reais entre as empresas que integram o esquema investigado.

Os delitos apurados são de peculato — atos cometidos por funcionários públicos contra a administração; falsidade documental; lavagem de dinheiro; organização criminosa e crimes licitatórios.

Fonte: R7

Últimas Notícias