
A PF (Polícia Federal) deflagrou, na manhã desta terça-feira (7), a 6ª fase da Operação Unha e Carne, para desarticular uma quadrilha suspeita de usar uma rede de postos de combustíveis da região metropolitana do Rio de Janeiro como plataforma para lavagem de dinheiro, com a participação de agentes públicos.
As equipes cumprem 19 mandados de busca e apreensão, nos municípios fluminenses de Niterói, São Gonçalo, Itaboraí, Resende e do Rio de Janeiro.
A reportagem apurou que, entre os alvos, estão o ex-prefeito de Belford Roxo Márcio Canella (União Brasil) — pré-candidato ao Senado pelo União Brasil, indicado por Flávio Bolsonaro (PL-RJ), senador e pré-candidato à Presidência da República — e o delegado da PCRJ (Polícia Civil do Rio de Janeiro) Marcus Amim, ex-secretário de estado.
A operação também inclui o cumprimento de ordens judiciais para sequestro de bens e suspensão das atividades econômicas de empresas ligadas aos investigados.
Ass investigações revelaram que a quadrilha teria movimentado mais de R$ 7,6 bilhões nos últimos seis anos, segundo relatório de inteligência Financeira do emitido pelo Coaf (Conselho de Controle de Atividades Financeiras) e encaminhado à PF.
Os investigados devem responder, inicialmente, pelos delitos de organização criminosa, contratação direta ilegal e lavagem de dinheiro.
A operação integra a Força-Tarefa Missão Redentor II, coordenada pela Polícia Federal para combater organizações criminosas com atuação no estado do Rio de Janeiro. As ações ocorrem em conformidade com o estabelecido pelo STF (Supremo Tribunal Federal) na ADPF (Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental) nº 635 — conhecida como ADPF das Favelas.
Fonte: R7


