
Uma pesquisa recente com empresas brasileiras revela um cenário preocupante às vésperas da Reforma Tributária: 97% das empresas afirmam não se sentir preparadas para as mudanças e 69% ainda não iniciaram qualquer tipo de adaptação. O dado acende um alerta especialmente entre micro e pequenos empreendedores, que já enfrentam perdas financeiras provocadas por falhas de gestão e falta de organização.
O levantamento realizado pela GestãoClick ouviu 234 empresas brasileiras, com coleta realizada entre dezembro de 2025 e janeiro de 2026, nível de confiança de 95% e margem de erro de aproximadamente 6 pontos percentuais. Segundo a análise, o principal problema não está no imposto novo, mas na desorganização interna, que amplifica os riscos e os custos da transição tributária. A pesquisa conclui que empresas que chegarão a 2026 em melhor posição são aquelas que já investem em emissão
Segundo a análise, o maior risco para as empresas não está no imposto novo, mas na desorganização da gestão, que já provoca perdas financeiras antes mesmo da Reforma entrar em vigor. O estudo mostra que 53% das empresas sabem que a Reforma vai impactar seus negócios, mas não sabem exatamente como, e 34% não conseguem avaliar onde ocorrerá esse impacto, o que compromete decisões estratégicas sobre preço, margem e planejamento financeiro.
Entre as áreas mais sensíveis, a emissão de notas fiscais aparece como o principal ponto de preocupação. 70% das empresas apontam essa área como a mais impactada pela Reforma, enquanto 26,5% afirmam ter medo direto de cometer erros na emissão, falhas que podem resultar em multas, retrabalho, pagamento indevido de impostos e perda de tempo operacional.
A formação de preços também surge como um fator crítico. 58% das empresas reconhecem impacto direto da Reforma na precificação, e 41% temem aumento do custo operacional, mas sem clareza sobre como absorver ou repassar esses custos. Para a GestãoClick, isso evidencia que muitas empresas ainda não dominam seus números reais, o que pode levar tanto à perda de margem quanto de competitividade. Outro dado relevante diz respeito à integração entre gestão e contabilidade. A pesquisa aponta que 75% das empresas dependem do contador como principal fonte de informação sobre a Reforma Tributária, enquanto apenas 8,5% utilizam sistemas de gestão como apoio estratégico para orientação e tomada de decisão. A falta de integração entre áreas como financeiro, fiscal e vendas aumenta o risco de inconsistências e decisões baseadas em dados incompletos.
O estudo também destaca o adiamento das ações como um problema estrutural. Além das 69% das empresas que ainda não começaram a se adaptar, 25% afirmam que não sabem nem por onde começar, o que amplia o risco de erros e custos mais altos no momento em que a Reforma estiver em plena implementação.
Para a GestãoClick, a Reforma Tributária apenas expõe fragilidades que já existem na gestão das empresas brasileiras, como falta de controle financeiro, ausência de integração entre sistemas, desorganização fiscal e pouca clareza sobre indicadores essenciais do negócio. “A Reforma não cria o problema, ela escancara. Empresas desorganizadas já estão perdendo dinheiro agora, e o custo tende a aumentar para quem continuar adiando a organização”, aponta Lucas Sousa, gerente da GestãoClick.