
O presidente da Assembleia Legislativa, deputado Pepe Vargas (PT), disse, nesta terça-feira, não considerar um problema a polarização política que domina o Estado e o país, e que deve se intensificar neste ano de 2026, em função das eleições gerais. “Não tem como discutir uma democracia sem polos opostos defendendo suas posições. O problema não é a polarização. O problema é a intolerância, o ódio. É transformar quem pensa diferente de ti em um inimigo que precisa ser destruído”, assinalou o parlamentar.
Ainda sobre o fato de 2026 ser ano eleitoral, Pepe adiantou que, em função do calendário e do pleito, o trabalho do Parlamento gaúcho será mais intenso no primeiro semestre. Ele projetou como um dos maiores desafios do Legislativo no ano a contribuição para a construção de políticas públicas que aumentem o dinamismo da economia do RS combinadas com sustentabilidade.
As declarações foram feitas pela manhã, na Assembleia, durante a apresentação do balanço da gestão do petista na presidência da Casa e dos resultados do chamado ‘Pacto RS 25: O Crescimento Sustentável é Agora’. O Pacto foi uma iniciativa adotada durante a presidência de Pepe para propor iniciativas de um modelo de desenvolvimento estadual baseado no equilíbrio entre crescimento econômico, preservação do meio ambiente e justiça social.
No balanço, o petista considerou que a sustentabilidade e a democracia foram as marcas de sua gestão. E lembrou que a AL aumentou o nível de transparência de suas ações, o que fez com que fosse premiada pela Associação dos Membros dos Tribunais de Contas do Brasil (Atricon).
Durante o balanço, o presidente do Legislativo apontou a aprovação da adesão do RS ao Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), como uma das votações mais importantes do Legislativo em 2025. Ele defendeu ainda a elaboração de uma proposta com protocolos claros de saúde e segurança na abordagem e atendimento de ocorrências que envolvam pessoas em surto psicológico. O tema tem concentrado as atenções no Estado, em função das mortes ocorridas durante atendimentos.
“No ano passado recebemos na presidência e encaminhei para todos os líderes partidários um estudo com diretrizes de saúde e segurança. Entendo que devemos fazer um acordo para que a proposta tenha força e seja aprovada pela Assembleia. É preciso dialogar efetivamente com o governo do Estado e com as prefeituras para que este tema avance”, afirmou.
Fonte: Flávia Bemfica / Correio do Povo