
As possibilidades concretas de a pré-candidatura da ex-deputada Juliana Brizola (PDT) ao governo do Estado conquistar aliados serão um dos principais temas do churrasco que o ex-deputado Vieira da Cunha oferece a companheiros de legenda na noite desta quarta-feira, 21, em Porto Alegre. Além de Juliana, participam do encontro os presidentes nacional e estadual do PDT, Carlos Lupi e Romildo Bolzan Júnior, respectivamente, e outras lideranças partidárias.
Lupi, que está de passagem pelo Estado em função das homenagens alusivas aos 104 anos de nascimento do líder trabalhista Leonel Brizola, falecido em 2004, na quinta-feira pela manhã, antes de retornar ao Rio de Janeiro, toma café com deputados do partido também para tratar do cenário local.
Os encontros, adianta Bolzan, abordarão o tema da candidatura, mas serão em clima de confraternização, e não vão definir mudanças de estratégia ou entendimento. Dentro do PDT gaúcho a linha de atuação traçada é realizar sucessivas avaliações de intenções de voto e cenários até o mês de abril. Se o partido não conseguir viabilizar uma aliança consistente em torno do nome de Juliana, ela deve disputar uma cadeira para a Câmara Federal. A ex-deputada concorrer a vice em chapa encabeçada por outra legenda, contudo, segue descartada.
Após a reunião do diretório do PP que, na terça-feira, tirou indicativo de fazer uma aliança com o PL na eleição estadual e deixar a administração Eduardo Leite (PSD), começaram especulações de que os articuladores do governo pudessem se voltar ao PDT e oferecer participação na chapa majoritária. O pré-candidato governista ao Piratini é o vice-governador Gabriel Souza (MDB). O PDT atualmente integra a base governista.
O MDB precisa de aliados para alavancar o desempenho de Gabriel, e desde o início das articulações para as eleições deste ano, ainda em 2025, havia deixado claro que sua prioridade era manter o PP, a quem ofereceu uma das vagas ao Senado e a posição de vice na chapa. Uma parte do PP quer apoiar Gabriel, mas os apoiadores da aliança com o PL têm, no momento, ampla maioria.
Bolzan, por sua vez, assegura que a decisão do PP não tem qualquer impacto, mesmo que indireto, sobre o PDT ou a pré-candidatura de Juliana. “Não muda nada para nós o que o PP vai fazer. E não vamos retomar o debate para ser vice, do MDB ou de qualquer partido. No caso do governo, toda a construção feita passa e sempre passou pelo desejo de ter o PP. Por fim, no nosso entendimento, a candidatura do MDB não vai se caracterizar como de centro. Será de centro-direita. Não há como fecharmos uma chapa”, elenca.
Fonte: Flavia Bemfica / Correio do Povo