
O novo ministro da Justiça, Wellington César Lima e Silva, afirmou nesta quinta-feira (15) que o combate ao crime organizado será uma “ação de Estado”, em sua gestão, com a atuação de todos os órgãos.
“Houve uma decisão do presidente da República, compartilhada de todos esses atores, de elevar a ação do Estado em combate ao crime organizado. De maneira que a relevância que o crime organizado assumiu, neste momento, impõe, na percepção do presidente de todos esses autores, a necessidade de uma atuação conjunta de todos os órgãos do Estado”, disse o novo ministro.
O anúncio foi feito pouco após uma reunião com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e autoridades, entre eles, o ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), e o diretor-geral da PF, Andrei Rodrigues.
O encontro não estava previsto na agenda oficial e foi voltado para discutir a pauta da Segurança Pública. A reunião se deu no mesmo dia em que o Banco Central decidiu liquidar a empresa Reag, pela suspeita de criar fundos de investimentos e blindar patrimônio do PCC (Primeiro Comando da Capital).
Ações de combate ao crime organizado ainda serão formalmente divulgadas pelo governo, mas o novo ministro defendeu a necessidade de uma ação conjunta, que envolva o Ministério Público.
“A PF vem tomando iniciativas para combate ao crime organizado. Todavia, a efetividade ultrapassa limites do Executivo e de ações do governo”, afirmou.
Welligton Sousa assume o cargo formalmente na tarde desta quinta, em cerimônia que contará com Ricardo Lewandowski, que deixa o Ministério da Justiça.
Fonte: R7