
Em paralelo com o aumento da tarifa da passagem de ônibus em Porto Alegre – de R$ 5 para R$ 5,30 a partir de 19 de fevereiro –, o transporte individual por táxi também terá reajuste: a bandeirada passa de R$ 6,95 para R$ 7,24. O reajuste é de 4,26%, o que equivale a inflação do período entre janeiro e dezembro do ano passado. O quilômetro rodado na bandeira 1 (das 6h01 às 19h59) será de R$ 3,62. Já na bandeira 2 (das 20h às 6h, aos sábados a partir das 15h, domingos e feriados), o valor será de R$ 4,71.
Lotações não têm previsão de reajuste
Ainda que os ônibus tenham o reajuste, as lotações devem seguir com o mesmo valor – pelo menos neste ano. Isso porque a Associação dos Transportadores de Passageiros por Lotação (ATL POA) não deseja aplicar o percentual da nova tarifa para compor o valor das passagens, principalmente por conta do momento de crise em que vive o sistema, afirma o presidente da Asociação, Magnus Isse. “O ônibus foi subsidiado, e está sendo subsidiado há muito tempo, e nós não temos esse subsídio. Se começarmos a aumentar a nossa tarifa, ela vai ficar inviável para o usuário”, afirma.
Segundo o presidente, com os cálculos, a tarifa oficial seria entre R$ 10 e R$ 11. “Quem é que iria andar conosco com uma tarifa de R$ 10 ou R$ 11, sendo que a do ônibus vai ser R$ 5,30?”, questiona. O último reajuste na passagem foi feito em 2022. “A gente está lutando para manter o sistema. Porque está muito difícil. Concorremos com um transporte subsidiado, não tem compromisso, não tem vistorias, não tem leis sociais, funcionários, não tem nada”, disse.
Ainda que o número de passageiros tenha diminuído – cerca de 55% desde a pandemia, afirma Magnus, e intensificado após as enchentes, há passageiros que preferem as lotações aos ônibus, como mulheres. “A enchente, para nós, foi muito prejudicial, porque muitas casas comerciais e empresários sofreram perda quase total dos seus empreendimentos e não voltaram mais. Isso fez com que o movimento de pessoas diminuísse bastante”.
Há uma possibilidade de que, no ano que vem, seja discutido o aumento da passagem, dependendo do valor dos insumos, como combustível, pneu, peças e a folha de pagamento. “Esse ano, com certeza, a gente não vai aumentar a tarifa. No ano que vem, a gente vai discutir”, afirmou. “Estamos lutando juntamente com a prefeitura para achar uma solução mais viável para o sistema de lotação”.