
Foi empossada, na tarde desta terça-feira, a nova Administração do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul (TJRS) para o biênio 2026/2027. Realizado no Plenário Ministro Pedro Soares Muñoz, na sede do órgão, o ato contou com a transmissão do cargo da Corte pelo Desembargador Alberto Delgado Neto ao Desembargador Eduardo Uhlein.
Na cerimônia também foram empossados os demais integrantes da Administração: Desembargador Cláudio Luís Martinewski, 1º Vice-Presidente; Desembargadora Rosane Wanner da Silva Bordasch, 2ª Vice-Presidente; Desembargadora Ana Paula Dalbosco, 3ª Vice-Presidente; e Desembargador Ricardo Pippi Schmidt, Corregedor-Geral da Justiça.
Além de membros do TJRS, representantes de entidades e familiares dos novos administradores, estiveram presentes na solenidade o vice-governador Gabriel Souza; o prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo; o procurador-geral da Justiça, Alexandre Saltz, dentre outras autoridades.
Prioridades
Na solenidade, Uhlein destacou que seu mandato será guiado pela transparência e imparcialidade que o cargo exige. Segundo o magistrado, a gestão será baseada em quatro pilares: gestão inclusiva; transparência e participação; valorização e pertencimento dos servidores; uso da tecnologia com responsabilidade; e gestão estratégica e inteligência de dados.
Além da questão do diálogo e do trabalho conjunto com a sociedade e demais instituições, Eduardo Uhlein afirmou que é preciso unificar os desembargadores e os membros do tribunal que, por uma série de questões de política interna, estão divididos, conforme o resultado da eleição realizada em novembro de 2025 que apresentou empate de votos contra o candidato da situação, desembargador Antônio Vinicius Amaro da Silveira.
A questão da violência de gênero também foi destacada na entrevista coletiva realizada após a posse da nova administração do tribunal. De acordo com Eduardo Uhlein, é preciso seguir no caminho de fortalecer redes de proteção, fazendo com que as medidas para redução dos índices se tornem, de fato, mais ágeis e efetivas.
“Nós de fato enfrentamos uma epidemia de crimes de gênero, crimes de violência doméstica. Isso nos preocupa muito, mas temos muitas ações que já foram feitas. Mais de 50 mil medidas de proteção foram deferidas ao longo do ano passado no Rio Grande do Sul e isso possivelmente salvou muitas outras vítimas”, destacou.
Até o momento, de acordo com dados da Secretaria da Segurança Pública, 11 mulheres foram vítimas de feminicídio no Estado nos dois primeiros meses de 2026.
Fonte: Eduardo Souza / Rádio Guaíba