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No RS, Lula assina acordos com Porto Alegre e Canoas para agilizar obras do sistema de proteção contra cheias

Lula se reuniu com Eduardo Leite e os prefeitos de Canoas, Eldorado do Sul e Porto Alegre. Foto : Ricardo Stuckert/PR/CP

Em sua primeira agenda nesta sexta-feira no Rio Grande do Sul, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva se reuniu com o governador Eduardo Leite e prefeitos da região Metropolitana, na Base Aérea de Canoas. Repórteres não puderam acessar o local para acompanhar, mas a reunião foi transmitida pelo perfil oficial do presidente no YouTube.

Reunido com os ministros Miriam Belchior, chefe da Casa Civil; Vladimir Lima, das Cidades; mais o presidente da Caixa Econômica Federal (CEF), Carlos Antônio Vieira Fernandes, além do governador Eduardo Leite (PSD), ele assinou dois termos relacionados ao Fundo de Apoio à Infraestrutura para Recuperação e Adaptação a Eventos Climáticos Extremos (Firece), que, até hoje, aportou R$ 6,5 bilhões no Rio Grande do Sul em projetos de resiliência climática, segundo o governo federal.

Os projetos assinados foram com os municípios de Porto Alegre, tornando a prefeitura como a responsável direta por executar as obras de contenção na Bacia do Gravataí nos pôlderes 7 e 8, na zona Norte, garantindo investimento de R$ 75 milhões; e de Canoas, oficializando a administração municipal para executar as obras das Casas de Bombas 9 e 10, no valor de R$ 280 milhões.

“O que nós fizemos aqui foi uma coisa que mudou o padrão do governo federal. Ou seja, agora vamos ter que ser obrigados a fazer para todo e qualquer município do Brasil que tiver qualquer desastre de calamidade, o padrão é o padrão gaúcho”, disse Lula durante o encontro. Afirmou ainda que, muitas vezes, “o prefeito grita, xinga, cobra”, mas quando vai pedir a liberação da verba na Caixa, é descoberto que ele “não tem nem projeto”.

Pedido de recursos

Leite, o único a falar com a imprensa, disse antes da reunião que aproveitaria o encontro para garantir a liberação de recursos para o sistema em Eldorado do Sul, cuja prefeita Juliana Carvalho também esteve presente na reunião. Projetado ainda antes das enchentes de 2024, ele originalmente estava previsto para custar R$ 530 milhões, mas a tragédia climática exigiu adaptações, e o valor estimado aumentou para R$ 1 bilhão, a fim de incluir diques mais elevados e novas casas de bombas.

O governo federal, porém, sinalizou com a intenção de financiar somente R$ 700 milhões, e o Estado tomou a decisão de aportar os R$ 300 milhões restantes. “Não é a solução que mais nos agrada, porque teríamos outros projetos a serem financiados por esses R$ 300 milhões, mas para evitar que prolongássemos essa discussão, tomamos a decisão de aportar recursos do Funrigs, o fundo da reconstrução do Estado para a complementação dos recursos”, disse o governador aos jornalistas.

Segundo ele, com esta definição, a pretensão é publicar o edital de licitação do projeto já nas próximas semanas, possivelmente definindo um vencedor ainda durante seu atual mandato, mas a assinatura nos primeiros meses da gestão do próximo governador, em 2027.

O prefeito de Porto Alegre, Sebastião Melo, entregou a Lula um pedido para incluir a obra de proteção dos bairros Guarujá e Serraria, na zona Sul, no Firece, ao custo preliminar estimado de R$ 350 milhões, segundo a Prefeitura.

Independentemente do cenário, se com construção de um muro, a elevação da avenida Guaíba ou da Praça Zeno Simon estão incluídas também recursos para o acolhimento de famílias, desapropriações e o pagamento de indenizações. “Com recursos e empenho de todos, erguemos em tempo recorde uma grande obra de proteção na zona Norte. Agora, queremos que essa parceria siga”, disse Melo.

Fonte: Felipe Faleiro/Correio do Povo

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