
O ministro da Fazenda, Dario Durigan, fez um apelo ao Congresso Nacional para que os parlamentares considerem o equilíbrio das contas públicas ao votarem projetos com alto impacto financeiro, as chamadas “pautas-bomba”.
Em entrevista exclusiva à RECORD, Durigan defendeu que as decisões legislativas devem focar na estabilidade econômica de médio e longo prazo, evitando uma visão restrita ao período eleitoral ou ao mandato atual. “O que eu tenho pedido é para que a gente considere o país como um todo no médio e longo prazo”, afirmou.
Segundo ele, é compreensível que parlamentares queiram dar respostas às suas bases em momentos de eleições, mas a cautela é necessária. “Tendo um compromisso com o país, não só para a atual gestão, para o atual mandato, mas com os compromissos futuros que a gente vai ter, isso é importante para o mercado, para as famílias”, completou.
O ministro ressaltou que o custo de medidas com impacto fiscal elevado é “muito alto” e que as consequências não são imediatas, podendo comprometer o desempenho da economia nos próximos anos. Durigan afirmou que mantém interlocução constante com os presidentes do Senado, Davi Alcolumbre, e da Câmara dos Deputados, Hugo Motta.
Sobre o adiamento de votações importantes, como a proposta da aposentadoria de agentes de saúde, o ministro classificou como positiva a postura do Senado. “Recebo bem a decisão do presidente Davi de caminhar com vagar nas decisões que têm impacto fiscal relevante”, disse.
Um dos temas em discussão com o Legislativo é a renegociação de dívidas rurais. Durigan afirmou que o Ministério da Fazenda tem interesse em ajudar agricultores afetados por mudanças climáticas e prejuízos reais, mas alertou contra propostas excessivamente amplas.
“O que nós não comportamos enquanto país é que a gente faça algo demasiado grande que a gente vai, a pretexto de querer ajudar o agronegócio, prejudicar a economia do país como um todo e outros setores”, explicou. Ele reiterou que o governo está aberto a achar soluções, inclusive via medida provisória, desde que haja compatibilidade com o orçamento público.
Fonte: R7


