
A semana econômica brasileira tem seu apogeu nesta quinta-feira, 12. O principal evento da semana será a divulgação do IPCA de fevereiro pelo Instituto Brasileiro de Geografia e estatística (IBGE). O mercado vai monitorar se a inflação oficial do país virá em linha com a prévia apresentada pelo IPCA-15, que surpreendeu ao vir acima do projetado, com pressão do setor de serviços, interrompendo a desinflação observada anteriormente no acumulado em 12 meses.
“Caso essa interrupção na inflação de serviços se confirme, somada às incertezas em torno do preço do petróleo nas próximas semanas, aumentam as chances de o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central iniciar a flexibilização monetária com cautela na reunião de 17 e 18 de março, com corte de apenas 25 pontos-base, levando a taxa Selic de 15% para 14,75%”, projeta o analista da da plataforma Investing.com, Leandro Manzoni.
Já a equipe econômica do Banco Daycoval projeta uma alta de 0,65%, refletindo os ajustes anuais com serviços de educação, com a inflação ao final do ano sendo estimada em 3,8%. Em nota, a equipe também estimou uma redução de 0,25 ponto percentual na taxa de juros. “Entretanto, em função da deterioração adicional do cenário externo com impactos sobre o petróleo, o viés é na direção de manutenção. Nesta leitura os itens mais sensíveis à atividade econômica, como os intensivos em trabalho, devem permanecer pressionados. Com isso, os serviços subjacentes (núcleo da inflação de serviços) devem seguir em patamar elevado e constituem desafio para o BC”, ponderam os especialistas do banco.
A alimentação no domicílio deve ficar estável, situando-se pelo 2° mês consecutivo no terreno positivo. Entretanto, na variação interanual deve se situar abaixo de 1%. Os preços administrados devem refletir leve alta dos transportes públicos, sendo atenuados por deflação em energia elétrica e gasolina.