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Mãe presa após queda do filho em Santa Maria é investigada por suspeita de omissão de socorro

Imagens divulgadas pela Polícia Civil mostram o local da queda | Foto : Polícia Civil

A criança de 10 anos que caiu de um prédio em Santa Maria na quarta-feira está bem e não corre risco de morte. A Polícia Civil, que investiga as circunstâncias da queda, também apura a conduta da mãe, presa em flagrante por tráfico de drogas após a Brigada Militar (BM) encontrar entorpecentes no apartamento da família. A suspeita é de que ela não tenha prestado socorro imediato ao filho.

Segundo a delegada da Delegacia de Proteção à Criança e ao Adolescente (DPCA), Luiza Souza, o menino sofreu um traumatismo craniano leve e estava assintomático na última atualização sobre seu estado de saúde, na tarde de quinta-feira.

O caso ocorreu no bairro Nossa Senhora das Dores. Conforme a investigação, vizinhos acionaram o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) após relatarem que a criança havia caído e que a mãe a teria recolhido do chão, machucada e ensanguentada, levando-a para dentro do apartamento.

A equipe do Samu não conseguiu contato com os moradores e chamou a BM. Os policiais arrombaram a porta do imóvel e encontraram o padrasto do menino, que inicialmente afirmou que a mãe havia levado a criança para atendimento médico. Desconfiados, os agentes verificaram uma segunda porta trancada e precisaram arrombá-la. No quarto, encontraram a mãe com o filho ferido e outro filho, de 14 anos.

No apartamento, foram localizadas drogas, e a mãe, de 41 anos, e o padrasto foram presos em flagrante por tráfico. A ocorrência foi encaminhada à Delegacia de Polícia de Pronto Atendimento (DPPA).

Queda de três a quatro metros
A investigação também busca esclarecer como ocorreu o acidente. De acordo com a delegada, o menino costumava brincar e jogar futebol no terraço do prédio. Uma vizinha relatou ter visto ele brincando sozinho pouco antes de ouvir um barulho e suspeitar da queda.

A criança teria passado do terraço do prédio onde mora para o terraço vizinho, situado cerca de um metro abaixo. Nesse ponto, havia telhas finas sobre uma estrutura semelhante a uma claraboia. O material cedeu, e o menino caiu para o andar inferior, de uma altura estimada entre três e quatro metros.

A DPCA instaurou inquérito para apurar as circunstâncias do acidente e, principalmente, se houve omissão de socorro por parte da mãe. Segundo Luiza Souza, as informações iniciais indicam que a mulher teria levado o filho para dentro do apartamento, em vez de acionar imediatamente o atendimento médico. “A delegacia investigará as circunstâncias dessa queda, sobretudo a conduta da genitora em não prestar imediato socorro à vítima”, afirmou.

A criança permanecia acompanhada por irmãos mais velhos. Conforme a delegada, a mãe não tinha antecedentes por crimes dessa natureza, embora possuísse registros antigos relacionados a crimes patrimoniais. O padrasto tinha um antecedente por tráfico de drogas.

Fonte: Correio do povo

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