
O Museu de Arte do Rio Grande do Sul (MARGS) promove a programação de encerramento da exposição “Carlos Wladimirsky — A permanência do tempo”, que pode ser visitada até domingo, dia 2 de agosto. O evento será realizado no sábado, dia 1, às 10h30, no auditório do Museu, e contará com uma conversa com o artista e lançamento do catálogo da exposição.
No encontro com o público, Wladimirsky falará sobre sua trajetória e produção, compartilhando o seu processo artístico e a concepção da exposição. Também será apresentado o catálogo da mostra. A mediação será de Francisco Dalcol, diretor do MARGS e responsável pela curadoria. A participação é gratuita, por ordem de chegada.
A exposição “A permanência do tempo” revisita a produção de Carlos Wladimirsky desde os anos 1980, mediante uma seleção panorâmica de desenhos, pinturas e joalheria integrantes do acervo do MARGS, de coleções particulares e da coleção do artista. Com 124 páginas, o livro é ilustrado com imagens da exposição e das obras, ampliando os conteúdos da mostra ao trazer textos ampliados da curadoria e incluir documentação relacionada à pesquisa curatorial.
Sobre a exposição
Carlos Wladimirsky (Porto Alegre/RS, 1956) desenvolve sua produção desde os anos 1970, primeiramente focada no desenho e depois na pintura. Nesses 50 anos de trajetória, explorou ainda gravura, joalheria e cerâmica, constituindo uma linguagem visual própria, vinculada aos desdobramentos contemporâneos da abstração e às suas possibilidades expressivas e de experimentação. Sua atuação como artista visual se deu em sequência a uma intensa vivência com o teatro experimental e a performance, trabalhando com atores e grupos como a “Tribo de Atuadores Ói Nóis Aqui Traveiz”.
Wladimirsky também foi um dos artistas integrantes do “Espaço N.O. – Centro Alternativo de Cultura”, ponto de referência para a manifestação e a difusão da arte experimental e de vanguarda em Porto Alegre entre 1979 e 1982 e que constitui uma das mais relevantes e emblemáticas experiências no histórico de espaços coletivos, multidisciplinares e autogestionados mantidos por artistas no histórico cultural da cidade. Nesse ambiente de trabalho e convívio, estabeleceu afinidades e profundos vínculos de vida com artistas de sua geração, como Mário Röhnelt (1950-2018), Milton Kurtz (1951-1996) e Rogério Nazari.
Nos anos 1980, a produção de Wladimirsky foi reconhecida por diversos prêmios recebidos em salões pelo Brasil, como o “12º Salão Nacional de Arte” (1980, Belo Horizonte), o “5º Salão Nacional de Artes Plásticas” (1982, Museu de Arte Moderna do Rio de Janeiro) e o “15º Panorama da Arte Brasileira — Arte sobre papel” (1984, Museu de Arte Moderna de São Paulo). Nesse contexto, o MARGS apresentou, em 1983, a primeira individual da sua carreira, intitulada “Desenhos”.
A exposição Carlos Wladimirsky — “A permanência do tempo” revisita a produção desenvolvida pelo artista ao longo de cinco décadas de atuação, apresentando um panorama de sua obra desde os anos 1980, mediante uma seleção de desenhos, pinturas e objetos integrantes do acervo do MARGS, de coleções particulares e da coleção do artista.
Fonte: Correio do Povo


