
A Marcha pelo Clima em Belém começou na manhã deste sábado (15) e promete ser uma ponte de protesto para pressionar negociações da COP30, que decide hoje a agenda final de discussões da Conferência Climática da ONU (Organização das Nacionais Unidas).
O ato reúne povos tradicionais, como indígenas, ribeirinhos, representantes de movimentos sociais e defensores da pauta climática. Há expectativa de participação da ativista sueca Greta Thunberg.
A ação começou por volta das 9h, e contou com discurso das ministras Marina Silva, do Meio Ambiente, e Sonia Guajajara, dos Povos Indígenas. Ambas discursaram no início do evento, com defesa para avanço da transição energética.
Questionada pelo R7, Guajajara citou o otimismo de que o ato de protesto possa contribuir com um acordo da agenda da COP, que não chegou a acordo em pontos específicos. Uma das questões de maior destaque é a previsão de que países ricos devem bancar a adaptação climática de nações em desenvolvimento.
“O ato sempre ajuda. Aqui está a representação do povo, dos movimentos, de quem sempre esteve aqui cuidando, protegendo. Então, aqui estão as mensagens do povo que já vive os impactos das mudanças climáticas. Estamos vários blocos, cada um com sua representação e, certamente, o que é dito aqui vai sim ter uma incidência lá nas decisões”, disse.
Guajajara também fez defesa para que haja apoio à proposta do Brasil ligada ao financiamento. “Essa COP já deu esse recado”, afirmou. Ela também elogiou a proposta para proteção de florestas apresentada pelo governo brasileiro como mecanismo de recursos para terras indígenas.
Fonte: R7