
A Polícia Civil prendeu preventivamente um fotógrafo gaúcho, de 27 anos, suspeito de divulgar e comercializar imagens íntimas de mulheres sem consentimento. A ação ocorreu na tarde de sábado (3), durante a Operação Imagem Protegida, deflagrada pela 1ª Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (1ª DEAM), no bairro Petrópolis, em Porto Alegre.
Além da prisão, os policiais civis cumpriram mandado de busca e apreensão, recolhendo aparelhos eletrônicos do investigado, que agora serão submetidos à perícia técnica. O material deverá auxiliar no aprofundamento das investigações e na identificação de possíveis novas vítimas.
De acordo com a Polícia Civil, o suspeito se valia de sua atuação profissional como fotógrafo para atrair mulheres interessadas em ensaios fotográficos. Durante as sessões, ele as convencia a realizar fotos sensuais e com cenas de nudez. Posteriormente, sem autorização, as imagens eram publicadas e colocadas à venda em uma plataforma paga de conteúdo adulto.
Segundo a delegada Thaís Dequech, que coordena a investigação, inicialmente três mulheres registraram ocorrência. No entanto, o avanço das apurações revelou um cenário mais amplo. “As vítimas contrataram ensaio fotográfico com ele. E durante o ensaio eram convencidas por ele a fazer fotos mais sensuais e com cenas de nudez. Depois, sem a autorização das vítimas, ele publicou em plataforma de conteúdo adulto paga”, explicou.
Ainda conforme a delegada, há indícios de que o número de vítimas possa ultrapassar a marca de 100 em todo o país. “Inicialmente três vítimas procuraram a polícia, mas, a partir das informações prestadas, verificamos a possibilidade de mais de 100 vítimas no Brasil, sendo pelo menos 20 já identificadas no Rio Grande do Sul”, detalhou.
O investigado é gaúcho, mas, conforme a polícia, estava residindo em Salvador, onde estudava. Ele teria retornado ao Estado no fim do ano para visitar familiares, período em que acabou preso.
As investigações seguem em andamento na 1ª DEAM. A Polícia Civil aguarda a conclusão da perícia nos equipamentos eletrônicos apreendidos, o que pode confirmar a existência de novos crimes e ampliar o número de vítimas.
Fonte: Guilherme Sperafico/Correio do Povo