
O Indicador de Incerteza da Economia (IIE-Br) da Fundação Getulio Vargas, divulgado nesta segunda-feira, 5, recuou 3,1 pontos em dezembro, para 104,5 pontos, menor nível desde março de 2024 (103,8 pts.). Na métrica de médias móveis trimestrais, o indicador recuou 0,7 ponto, para 107,0 pontos. O indicador de incerteza recuou em dezembro, influenciado por ambos os componentes, principalmente, pelo componente de Mídia, que reflete o debate econômico nas notícias de jornais.
“Com o resultado, o IIE-Br encerra o ano consolidando um patamar considerado confortável de incerteza, abaixo de 110 pontos por quatro meses consecutivos. Nas médias móveis trimestrais, o indicador mantém trajetória de queda ao longo de 2025, sinalizando menor incerteza econômica para o ano. Esse desempenho reflete a resiliência da economia, a recente desaceleração da inflação, maior previsibilidade da política econômica interna e a diminuição dos ruídos no cenário externo nos dois últimos meses. Para 2026, no entanto, há desafios relevantes que podem influenciar no nível de incerteza da economia, como as eleições presidenciais, previsão de desaceleração econômica e a intensificação do debate sobre as contas públicas”, afirma Anna Carolina Gouveia, economista do FGV IBRE.
O componente de Mídia do IIE-Br recuou 3,2 pontos, para 107,8 pontos, contribuindo negativamente com 2,8 pontos para o resultado agregado. O componente de Expectativas que mede a dispersão nas previsões de especialistas para variáveis macroeconômicas, recuou 1,6 ponto no mês, passando a 89,2 pontos e contribuindo negativamente com 0,3 ponto para a queda do IIE-Br.