
Mesmo em ritmo inferior às médias da Região Sul e do Brasil, o Rio Grande do Sul registrou, em fevereiro, aumento de 9,43% no volume de consumidores inadimplentes em relação ao mesmo mês do ano passado. Quando o comparativo é feito com o mês anterior, também houve leve aumento no número de devedores, de 0,19% no RS _ também inferior ao observado no Sul e no País. Somente pouco mais de 11% dos devedores listados não constavam do cadastro há um ano, representando um aumento de 17,65% nos chamados reincidentes. Os dados fazem parte do levantamento do SPC Brasil que a Federação Varejista do RS.
Além do aumento no volume de endividados, o número de dívidas entre cada um deles também apresentou crescimento nos últimos 12 meses até fevereiro de 2026, de 20,27%, bem superior aos 18,11% no Sul e 17,76% no Brasil. No Rio Grande do Sul, um único inadimplente acumula, em média, 2,391 dívidas. E, em fevereiro de 2026, devia, em média, na soma dos seus débitos em atraso, R$ 5.422,62. Em 40,56%, a dívida era de até R$ 1 mil.
Por outro lado, quem conseguiu recuperar o crédito em fevereiro de 2026 pagou, em média, R$ 2.360, e em 67,37% o pagamento foi de até R$ 500. Foram, no entanto, a minoria entre os devedores. No comparativo com fevereiro de 2025, há mais dificuldade do consumidor gaúcho em recuperar o crédito. Houve redução de -14,88% no índice de recuperação de crédito, uma queda mais significativa do que as observadas nos recortes regional e nacional.
As maiores reduções na recuperação de crédito aconteceram entre dívidas acumuladas de 4 a 5 anos (-30,47%) e de 1 a 3 anos (-21,98%). Este também é o corte principal dos endividados. Em 35,31% dos casos observados em fevereiro, eles estavam inadimplentes entre 1 e 3 anos.