
O Hospital Universitário de Canoas foi interditado nesta sexta-feira, pelo Conselho Regional de Medicina. A chamada interdição ética cautelar parcial atinge ao menos cinco espaços da unidade, entre eles, a Unidade de Terapia Intensiva Neonatal, a sala de parto e a Internação Pediátrica.
Conforme o Conselho, a medida ocorre em razão do colapso sistêmico verificado na instituição, que é referência para mais de cento e cinquenta municípios. Entre os apontamentos feitos pela entidade, constam a falta de profissionais, e ainda estrutura e equipamentos adequados para realização dos serviços.
Nessa quinta-feira, a Associação Saúde em Movimento, gestora do Hospital, informou que ainda não foi intimada da decisão do Cremers, mas que acatará respeitosamente. A empresa ressaltou ainda que não houve desassistência hospitalar no período fiscalizado.
O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Marcelo Matias, criticou o posicionamento da ASM./ Para ele, a gestão ainda não apresentou um planejamento para solucionar o problema do Hospital na totalidade, visto que setores importantes da unidade estão fora de operação.
Na tarde de ontem, a Prefeitura de Canoas anunciou a criação de uma comissão para fazer o acompanhamento e a fiscalização das ações realizadas no Hospital Universitário./ Além da instauração do grupo de trabalho, a administração municipal divulgou a elaboração de uma nova escala médica completa, que será entregue ao Cremers, junto a um pedido de desinterdição.