
A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira, a Operação Impostores, com o objetivo de desarticular um grupo criminoso responsável por roubos a pedestres durante a madrugada em Canoas e outros municípios da Região Metropolitana de Porto Alegre.
A ação foi coordenada pela 2ª Delegacia de Polícia de Canoas, com apoio da 2ª Delegacia de Polícia Regional Metropolitana (2ª DPRM) e trabalho de inteligência integrado com a Brigada Militar (BM). Ao todo, foram cumpridas seis ordens judiciais, sendo três de prisão temporária e três de busca e apreensão.
Durante a ofensiva, três suspeitos foram presos. Nas buscas, também foram apreendidos diversos aparelhos celulares, que agora passarão por identificação para localização das vítimas.
De acordo com as investigações, que se estenderam por cerca de três semanas, o grupo foi responsável por, pelo menos, 11 roubos em um intervalo de apenas sete dias. Os crimes ocorriam sempre durante a madrugada, entre meia-noite e 6h, tendo como principais alvos trabalhadores e estudantes em deslocamento.
Para garantir o sucesso das ações criminosas, como estratégia de atuação, os suspeitos se apresentavam como policiais durante as abordagens. A falsa identidade reduzia a reação das vítimas, que acreditavam estar diante de agentes de segurança, facilitando a subtração de celulares e outros pertences. Os crimes eram praticados com o uso de um veículo HB20 de cor cinza, locado por um dos investigados.
Segundo o delegado Rodrigo Caldas, responsável pela investigação, a rápida identificação do grupo foi essencial para interromper a sequência de crimes. “Eles se aproveitavam da vulnerabilidade do horário e da boa-fé dos cidadãos, que acreditavam estar diante de forças de segurança”, destacou.
O diretor da 2ª DPRM, delegado Cristiano Reschke, ressaltou a gravidade da atuação do grupo. “Eles agiam com extrema ousadia ao se passarem por policiais. Aproveitavam-se da madrugada, quando há pouco movimento, para abordar trabalhadores e estudantes, usando arma de fogo para intimidar as vítimas. São crimes graves que, pelas circunstâncias de horário, local e modo de agir, exigem repressão enérgica, rápida e eficiente. Não podemos permitir que esse tipo de crime se espalhe. A melhor resposta é a inteligência e a investigação qualificada”, afirmou.
A Polícia Civil orienta que outras possíveis vítimas que reconheçam o modo de atuação do grupo procurem a delegacia para registro da ocorrência. As investigações seguem para identificar eventuais outros envolvidos.
Fonte: Guilherme Sperafico / Correio do Povo


