
O granizo que atingiu municípios da região Central do Estado na terça-feira, 28, devastou lavouras de canola em fase intermediária de desenvolvimento. O consultor, produtor e engenheiro-agrônomo Leandro Almeida teve perdas totais em seus 30 hectares em Unistalda, e ele calcula que o sinistro atingiu 2 mil hectares no município dele e também de Capão do Cipó e Santiago.
“Aqui na região atingiu vários produtores. Não foi só eu, fui um dos. Mas onde pegou essa chuva de granizo é perda total. Não tem muito o que se fazer agora, porque é uma cultura um pouco sensível, e com esse vento forte e esse granizo, não sobrou nada. Cortou, atorou ela, atorou o caule, área foliar, não ficou nada. É bem complicado”, descreveu a situação. “Não sobrou nada, nada, nada, nada.”
Lavoura em flor
Conforme ele, possivelmente ele vai plantar o milho no lugar, para aproveitar a adubação residual. “Mas a perda nas áreas de canola é de 100%”, reitera.
“E essas áreas geralmente o custo maior. Todo mundo já tinha feito (o investimento), que é a semente, a adubação, as dessecações, tudo”, acrescenta. “A minha (lavoura) estava tudo flor, começando a florescer”, complementa.
“Esse investimento foi perdido. E as plantas tava com potencial bom (para produzir).” Almeida calcula prejuízo entre R$ 1.500 e R$ 2.000 por hectare no dispêndio para estabelecer a lavoura, o equivalente a 12 a 15 sacas, e mais entre R$ 1.500 e R$ 1.800 em receita prevista que não vai se concretizar, visto que a projeção era de uma colheita de 30 sacas.
Fonte: Correio do Povo


