
O Governo do Estado atribuiu nesta quarta-feira (1º) a melhora dos índices de ensino no Rio Grande do Sul a mudanças estruturais na rede. Segundo a titular da Secretaria Estadual da Educação, Raquel Teixeira, as medidas incluem alterações no currículo, incentivos financeiros para estudantes e servidores das escolas, criação de ferramentas de Inteligência Artificial contra a evasão e implementação da política de “escola resiliente” pós-enchentes.
Para a secretária, as estratégias fizeram a participação no Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) subir de 65% para 93% e ajudaram a elevar a aprovação no Ensino Médio para 91%, com reprovação em 5,8% dos alunos da rede estadual. Além disso, a Seduc montou um sistema de metas e incentivos que envolve toda a escola, dos estudantes à equipe de apoio. Para Raquel, o ponto central é tratar a educação como um ecossistema.
“As escolas que atingirem as metas, todos os funcionários — o diretor, a merendeira, a Coordenadoria Regional envolvida, todos os funcionários da limpeza ao coordenador — todos recebem. Mas por que a gente paga todo mundo? É a ideia do ecossistema. Para o Joãozinho aprender matemática lá numa sala de Bagé, é preciso que todo esse sistema funcione. E onde falhar, ele fura”, afirmou.
Presente também no ato, realizado no Palácio Piratini, o secretário de Comunicação, Caio Tomazeli, reforça que o resultado é fruto de estratégia, e não de uma ação isolada.
“A mudança nessa estrutura, nesse ecossistema, a interferência que se faz nesse processo traz a transformação da educação e na aprendizagem, e permite que todos os componentes desse sistema possam funcionar melhor. É por isso a mudança de estruturas. O resultado que estamos chegando agora não é apenas o resultado de uma política, mas sim de uma estratégia”, disse.
A Seduc atribui a esse conjunto — currículo novo, tecnologia, gestão por metas e escolas resilientes — o primeiro lugar nacional entre redes públicas no Enem. O levantamento mostra que o RS se manteve entre as maiores médias do país. Considerando apenas as escolas estaduais, o Estado subiu no ranking em relação a 2024, quando ocupava a segunda posição.
Na classificação geral, que inclui redes públicas e privadas, o RS também avançou. O Estado aparece em terceiro lugar, atrás apenas do Distrito Federal e de Santa Catarina, líder do ranqueamento. Em 2024, o RS ocupava a quinta posição interestadual.
As metas de português e matemática foram individualizadas, comparando cada escola com o seu próprio histórico de evolução. Na avaliação da secretaria, a combinação entre premiação, gestão por metas e apoio pedagógico consolidou a ideia de rede interligada. O governo diz que a política segue, com foco em reduzir desigualdades regionais e manter os avanços no fluxo e na proficiência dos estudantes.
Fonte: Eduardo Souza / Rádio Guaíba


