
As Secretarias da Saúde (SES) e Segurança Pública (SSP) lançaram na manha desta quarta-feira o Programa de Resposta Integrada nas Emergências em Saúde Mental, iniciativa no atendimento das ocorrências de surtos e crises psiquiátricas no Rio Grande do Sul. O objetivo é estabelecer mecanismos de ação integrada entre as forças policiais e o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), com um protocolo das equipes que devem ser acionados em casos do tipo, de acordo com as qualificadores de cada situação.
“Vamos disponibilizar um cuidado muito especial para todos os envolvidos em ocorrências de saúde mental. São situações diárias e que exigem um trabalho integrado, com atuação qualificada da Samu, Corpo de Bombeiros e Brigada Militar”, disse a secretária da Saíde, Arita Bergmann.
O plano é padronizar o atendimento das chamadas recebidas nos telefones 190, 192 e 193, por meio de perguntas especificas sobre detalhes que envolvam o caso. Depois, a depender da avaliação, serão enviados profissionais de saúde, policiais ou bombeiros ao local indicado.
“Essa padronização do atendimento vai definir o tipo de ação posterior. Quando for uma situação de alto risco, haverá intervenção das forças policiais. Caso contrário, a ocorrência será encaminhada aos profissionais de saúde”, explicou a secretária-adjunta da SSP, Adriana Regina da Costa.
A classificação estabelece que os casos de maior risco são os que envolvem tentativas de homicídio, feminicídio, presença de armas ou objetos cortantes, perigo de agressão a terceiros, situação com risco de queda ou risco de afogamento, confinamento e incomunicabilidade. Já os casos de menor risco incluem agitação psicomotora, situações que indiquem sinais precoces ou menos intensos de realidade alterada, alterações sutis de percepção da realidade ou confusão mental e atendimento de idosos e menores de idade, quando não houver qualquer tipo de arma na cena.
O programa também abrange a orientação dos familiares de pessoas em situação de fragilidade mental e a capacitação do atendimento da saúde. Somado a isso, mais de 3 mil policiais vão receber aulas de qualificação para ocorrências de surto.
“Esperamos que as famílias consigam manejar situações envolvendo um parente em crise, sem que seja necessário o uso progressivo de força. Contamos com a ajuda de todos”, afirmou o secretário da Segurança, Mário Ikeda.
Fonte: Marcel Horowitz / Correio do Povo