
O governo do Estado do Rio Grande do Sul anunciou um investimento de R$ 7,3 milhões por ano em 100 leitos de longa permanência no Hospital Santa Ana, em Porto Alegre. Por meio do programa SUS Gaúcho, o aporte financeiro visa melhorar a atenção à saúde de pacientes que precisam de cuidados prolongados, como vítimas de acidentes, AVC ou tentativas de suicídio, reduzindo as filas de espera no sistema de saúde da Capital.
No ato que marcou a assinatura da portaria que prevê o repasse, a secretária estadual da saúde, Arita Bergmann, destacou que a iniciativa visa incrementar e girar os leitos em uma instituição considerada importante para a organização da rede do SUS de Porto Alegre e região.
“Se estes leitos não existissem, as emergências de Porto Alegre estariam com mais pessoas aguardando, mas não são só as emergências. Também pessoas que muitas vezes precisam de tratamentos e cuidados contínuos, vão para essa instituição porque ela é uma retaguarda para a reabilitação, para a recuperação para que essas pessoas possam, ao término do tratamento, retornar para a sua comunidade”, disse a titular da secretaria estadual.
Na ocasião, o secretário municipal da Saúde de Porto Alegre, Fernando Ritter, agradeceu o investimento do governo estadual e destacou que o aporte na instituição ajudará a reduzir a sobrecarga na rede de saúde da cidade.
“Isso significa que a cada ano nós vamos ter possibilidade de incrementar esse incentivo para outros serviços. Não temos data nem prazo para isso. Nós começamos onde era e é a prioridade. É importante essa ação que a gente vem conversando com o governo do Estado. Os leitos de longa permanência são fundamentais para colocar o paciente certo no lugar certo, no tempo certo”, avaliou Ritter.
Atualmente, o Estado possui 300 leitos de cuidado prolongado. Ainda conforme a secretária, a ação é um passo importante para melhorar a saúde pública no Estado e reduzir as filas de espera. Segundo Arita Bergmann, novas parcerias do tipo podem ser feitas em outras regiões do Estado com o objetivo de evitar grandes deslocamentos e fazer com que os pacientes sejam atendidos mais próximos do local em que habitam.
Fonte: Eduardo Souza