
Segundo a CEEE Equatorial, mais de cinco mil e setecentas ocorrências foram registradas, sendo cerca de 57% contabilizadas em Porto Alegre.
Na Capital, ao menos cento e oitenta e uma pessoas foram presas no ano passado em razão dos episódios. Em 2026, inúmeros casos já foram registrados junto à prefeitura e equipes das forças de segurança do Estado.
Entre eles, em janeiro, o Parque Farroupilha – a Redenção, chegou a somar quatro ocorrências. Também na lista, no dia 15 do mesmo mês, a subestação próxima à sede administrativa foi arrombada.
O Secretário Municipal de Segurança, Alexandre Aragon, destacou que os furtos não são um problema apenas na Capital gaúcha. Ele explicou os motivos interligados que impulsionam os indicadores, entre eles, o aumento do custo do quilo do cobre.
Com o objetivo de coibir novas ocorrências, o Governo Federal ampliou, em 2025, as penas para quem cometer os crimes.
O furto desses equipamentos, e também a receptação deles, passou a ser crime qualificado, com pena de prisão de 2 a 8 anos. Para o roubo de equipamentos, a pena passou a ser de 6 a 12 anos, e para receptação qualificada, de 6 a 16 anos. Todos os casos incluem multa.
Aragon argumentou que uma reunião será marcada junto ao Tribunal de Justiça para questionar a aplicabilidade da lei, visto que os furtos provocam inúmeros impactos no dia a dia das pessoas.
Para auxiliar no combate ao furto de fios elétricos, a população pode fazer denúncias, de forma anônima, pelos telefones 153 – da Guarda Municipal, 156 – da prefeitura, e ainda pelo 190 do Estado.