
Como tentativa de reagir à divulgação do áudio em que pede dinheiro a Daniel Vorcaro, o senador e pré-candidato Flávio Bolsonaro (PL-RJ) deu início a uma nova campanha para iniciar uma CPI do Banco Master no Congresso. O parlamentar, porém, não apoiou o primeiro pedido de investigação apresentado no Senado, em novembro de 2025.
A peça foi protocolada por Eduardo Girão (Novo-CE), com o apoio de 53 senadores, sem a assinatura de Flávio. Depois dela, outros cinco pedidos do tipo foram apresentados no Congresso. O senador também não assinou por uma CPMI do Master, que propõe investigação mista de deputados e senadores proposta pelas deputadas Fernanda Melchionna (PSOL-RS) e Heloísa Helena (Rede-RJ). Foi protocolada em abril e contou com apoio de outros 11 senadores do PL.
Uma nova proposta de CPMI com o mesmo teor tem sido defendida pelo político desde quarta-feira (14). A campanha ganhou força após repercussão de contato entre Flávio Bolsonaro e o dono do Master, Daniel Vorcaro, para recursos ao filme Dark Horse, do ex-presidente Jair Bolsonaro.
A peça está em fase de coleta de assinaturas pelo senador Carlos Viana (PL-MG) e será o sétimo pedido de investigação ligado ao Master a ser protocolado no Congresso.
Em outra frente, Flávio apoiou o pedido de CPMI do Master, encabeçado por oposicionistas e protocolado pelo deputado Carlos Jordy (PL-RJ), entregue em fevereiro deste ano.
Ele também assinou por uma CPI para investigar a relação do Master com ministros do Supremo, apresentada em março pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE).
Além desses, outros dois pedidos de investigação foram indicados por governistas: o deputado Lindbergh Farias (PT-RJ) anunciou ter protocolado uma CPMI e outra solicitação foi apresentada na Câmara por Rodrigo Rollemberg (PSB-DF), em modelo que só pode ter o apoio de deputados.
Fonte: R7