
A feijoada segue como um dos pratos mais representativos da culinária brasileira e mantém relevância no consumo fora do lar. Dados da CREST e Wise Sales, do IFB (Instituto Foodservice Brasil), mostram que a categoria movimentou aproximadamente R$ 4,4 bilhões no acumulado de 12 meses até junho de 2026, com crescimento de 16% na comparação com o mesmo período do ano anterior.
No período analisado, foram registradas mais de 137,6 milhões de transações envolvendo a categoria, tendo o almoço como principal ocasião de consumo, concentrando 51% das escolhas. O público consumidor tem maioria entre pessoas de 25 a 44 anos, responsáveis por 58% do consumo, com predominância feminina, que representa mais de 53% do total.
Entre os principais fatores que motivam a escolha pela feijoada estão a indulgência, apontada por 67% dos consumidores, e o hábito, citado por 56%. O hábito apresentou crescimento de 23% em relação a junho de 2025. O consumo da categoria está mais concentrado em estabelecimentos classificados como Low Check, que representam 17% das ocasiões, e em restaurantes por quilo, com 16% de participação. No foodservice, a feijoada está presente em 5% dos cardápios nacionais.
Regionalmente, Sudeste e Nordeste lideram a penetração do prato nos cardápios, ambos com 5%, seguidos por Centro-Oeste (4%), Norte (3%) e Sul (3%). Entre as tipologias analisadas, a maior presença aparece em restaurantes brasileiros (12%), bares (10%) e churrascarias (8%). Apesar de ter presença mais concentrada em determinados formatos de estabelecimentos, a feijoada mantém seu papel como um dos símbolos da gastronomia nacional, combinando tradição, identidade cultural e uma forte relação com ocasiões de consumo compartilhadas.
(*) com R7


